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Situação de Gavi complica-se com o regresso de Frenkie De Jong

Gavi ao serviço do Barcelona
Gavi ao serviço do BarcelonaFoto por URBANANDSPORT / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Aquele que chegou a ser intocável para Flick perdeu espaço. Gavi já não é uma peça indiscutível no meio-campo do Barcelona. A contratação de Rodri, juntamente com o regresso de Frenkie De Jong, complica ainda mais a situação do jogador.

O presente de Gavi está longe de refletir aquele futebolista que irrompeu com força na equipa principal do Barcelona e se tornou numa das grandes esperanças do clube blaugrana. O médio andaluz, que nas primeiras épocas parecia ter um lugar assegurado no onze, atravessa agora uma situação complicada, marcada pela falta de continuidade, pelos poucos minutos e por uma concorrência cada vez mais exigente. O seu protagonismo diminuiu consideravelmente e recuperar o seu lugar na equipa apresenta-se como um dos grandes desafios da sua carreira.

A situação do internacional espanhol complicou-se especialmente com a presença de Frenkie de Jong no meio-campo. O neerlandês acrescenta experiência, capacidade para organizar o jogo e uma saída de bola fundamental para o funcionamento coletivo do Barcelona. A sua presença reduz as possibilidades de Gavi alcançar continuidade numa zona do campo em que cada minuto é muito disputado. O futebolista de Los Palacios, habituado a ser protagonista, passou a ter de esperar por oportunidades num papel muito mais secundário.

A carreira de Gavi
A carreira de GaviFlashscore

A concorrência interna também não ajuda. Pedri afirmou-se como uma das grandes referências futebolísticas da equipa, enquanto os outros médios oferecem alternativas que complicam ainda mais a distribuição dos minutos — Marc Bernal, por exemplo, tem rodado mais.  

As lesões também condicionaram a sua trajetória. Depois de se tornar numa peça importante do Barcelona numa idade extraordinariamente precoce, Gavi sofreu uma grave lesão no joelho que travou a sua evolução e afetou a sua continuidade competitiva. Recuperar o ritmo, a confiança e as sensações depois de uma ausência prolongada nunca é fácil, especialmente num clube em que a exigência é permanente.  

O futuro de Gavi coloca assim uma interrogação ao Barcelona. Aos 22 anos, o médio ainda dispõe de margem suficiente para recuperar o protagonismo que teve no início da carreira, mas a sua situação exige uma resposta dentro do relvado. A concorrência de De Jong e dos restantes elementos do meio-campo obriga o andaluz a reinventar-se e a aproveitar cada oportunidade. O jogador que parecia destinado a liderar uma geração blaugrana encontra-se agora perante uma realidade muito diferente: lutar para recuperar um lugar que, ainda não há muito tempo, parecia pertencer-lhe.

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