"Quando vens de Inglaterra, onde tudo está perfeitamente organizado… Assim que assinas, recebes mensagens do responsável de imprensa, do delegado, do médico… Sentes-te muito apoiado. Em Espanha, ninguém falou comigo, exceto o treinador, que falava inglês. Ainda bem que o Pini Zahavi tinha um israelita a trabalhar em Espanha e ajudou-me a organizar tudo. Caso contrário, teria ficado completamente sozinho. E estamos a falar de um clube que disputa a Liga dos Campeões. Era assim que se trabalhava lá", recordou Salomon.
O internacional israelita revela o ódio de que foi alvo por parte de alguns setores. "No Villarreal não senti hostilidade. É um sítio muito pequeno e lá as pessoas não se importavam. Mas em Espanha, desde o momento em que assinei, recebi dezenas ou até centenas de milhares de mensagens de ódio: "Oxalá te queimem", "Oxalá morras", insultos dirigidos também à minha mulher. No jogo em Sevilha, aqueci à frente dos ultras e não pararam de me insultar nem por um segundo. Colocaram-me uma bandeira da Palestina à frente da cara e uma bandeira de Israel manchada de sangue".
Além disso, Solomon destaca o desprezo de um colega do Villarreal. "Não fazem ideia do que estamos a viver nem do que realmente se passa. Se me perguntarem, explico; desde que não venham com uma atitude agressiva. No balneário havia um jogador marroquino que não me cumprimentava nem vinha abraçar-me quando marcávamos um golo. É a decisão dele".
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