Recorde aqui as incidências do encontro
A vitória dos verdes e brancos na última quinta-feira (3-2) obrigou ao uso das duas melhores palavras do futsal: Jogo 5. Apesar da injeção de moral dada por esse triunfo, os leões viajaram ao terreno do rival desfalcados: Zicky Té estava suspenso por acumulação de amarelos, Chishkala ficou fora da ficha de jogo e João Matos falhou o último jogo da carreira devido a lesão. O Pavilhão da Luz estava ao rubro com muitas figuras do desporto nacional, desde os futebolistas Pavlidis, Samuel Dahl, António Silva e André Horta, como também o hoquista Roberto di Benedetto.
Águias entram a voar
Indiferente às baixas contrárias, o Benfica teve um excelente início de partida e chegou ao golo cedo. Aos seis minutos, Léo Gugiel abriu as comportas com uma bomba do meio-campo que ainda beijou a barra antes de entrar. Que golaço!
O guarda-redes inspirou os companheiros que, no mesmo minuto, aumentaram para 2-0 num forte remate de primeira de André Coelho. A situação poderia ter ficado ainda pior para a turma de Nuno Dias quando Kutchy acertou na trave. O soar dos alarmes despertou os leões, que ficaram muito perto de reduzir, não fosse o corte de André Coelho em cima da linha.
As cinco faltas do Benfica em apenas oito minutos eram o espelho perfeito da agressividade na quadra. Não demorou muito para que o Sporting conquistasse mais uma falta que deu direito a livre direto, mas Diogo Carrera saltou do banco para travar o remate de Tomás Paçó. Apesar disso, o número 4 leonino voltou à carga e pouco depois aproveitou o excelente trabalho de Allan Guilherme para colocar a bola onde a coruja dorme e reduzir distâncias. Até ao descanso, o domínio e as ocasiões de golo continuaram repartidas, com Léo Gugiel a salvar a vantagem encarnada a 22 segundos do fim, negando o empate a Allan Guilherme.
Leão responde num reatamento de loucos
Logo após o reatamento, o guardião brasileiro teve trabalho em dose dupla e, na outra área, Bernardo Paçó fez uma grande defesa para negar uma excelente oportunidade de Higor de Souza. Não marcou o Benfica, empatou o Sporting: o remate de Bernardo Paçó ficou preso nas pernas de um defesa e Diogo Santos estava no sítio certo para rematar à meia volta e restabelecer o empate.
E ainda nesse minuto, houve mais dois golos, um para cada lado: Silvestre fez o 3-2 depois de uma má intervenção de Bernardo Paçó e, na resposta, o seu irmão Tomás trabalho muito bem de costas para a baliza antes de fuzilar ao ângulo (3-3).
Os minutos seguintes ficaram marcados por uma lesão aparentemente grave de Lúcio Rocha, uma confusão com o banco de suplentes encarnado e um excelente trabalho de Pany Varela para defesa de Bernardo Paçó. A 10 minutos do fim, Felipe Valério cometeu grande penalidade sobre Diego Nunes, que Kutchy não desperdiçou apesar dos esforços do recém-entrado Gonçalo Portugal (4-3).
Muralha benfiquista resistiu ao último assalto
À entrada para os últimos cinco minutos, o momento foi dos guarda-redes. Léo Gugiel e Bernardo Paçó somaram intervenções de grande nível para evitar mais golos. A 2 minutos do fim, Alex Merlim foi lançado como guarda-redes avançado no 5x4, com Bruno Pinto a acertar no ferro antes do último desconto de tempo pedido por Nuno Dias. Léo Gugiel voltou a segurar a vantagem, Arthur roubou a bola e rematou ao lado da baliza deserta e, a cinco segundos do fim, Jacaré recuperou o esférico e preparava-se para matar o jogo, mas foi derrubado por Tomás Paçó que viu o cartão vermelho.
Este acabou por ser o lance que selou o destino da partida e do campeonato. O Benfica volta a superiorizar-se ao rival histórico pela segunda temporada consecutiva e repete o feito de 2008, a última vez que se tinha sagrado bicampeão nacional.
