Mata foi, de longe, o jogador em maior destaque da época, especialmente a partir de dezembro, altura em que marcou quatro dos seus cinco golos da temporada e fez todas as suas 13 assistências de 2025/26 num período de 18 jogos.
O vencedor espanhol do Mundial destacou-se em mais do que uma ocasião ao longo da época, incluindo dois golos de fora da área num dérbi de Melbourne em fevereiro, assim como um livre de classe mundial que garantiu um empate 2-2 frente ao rival de longa data Sydney FC.
Com o Melbourne Victory a falhar o acesso à Grande Final após a sua derrota frente ao Sydney FC, o jogador de 38 anos deixou o seu futuro imediato em aberto, dizendo à comunicação social que vai tirar algum tempo para ponderar se continua em 2026/27 – seja em Melbourne, na Austrália ou noutra parte do mundo.
O agora ex-treinador do Victory, Arthur Diles, e o capitão do Victory, o português Roderick Miranda, apelaram para que Mata fique mais uma época, afirmando ambos que o espanhol ainda tem muito para dar e também a ganhar pessoalmente ao continuar.
“Senti que o Victory era o sítio certo para eu ir jogar futebol", disse Mata ao receber o prémio.
“Quando gosto de jogar futebol, penso que consigo jogar ao meu melhor nível, e todas as semanas estava ansioso pelos jogos e pelos treinos. E isso diz muito sobre o clube".
“Sabia que ainda tinha futebol para dar, e se encontrasse um sítio para jogar onde tivesse a confiança do treinador e me sentisse em casa no clube, então sabia que podia render e foi isso que aconteceu".
“Não estava a tentar provar nada a ninguém, fico apenas mais feliz por ter conseguido mostrar a mim próprio que estava certo ao acreditar que ainda tinha futebol nas pernas e na cabeça. Estou mesmo muito grato e honrado por receber este prémio. Sei a importância que tem, a sua história e os jogadores que já o venceram antes", concluiu.

