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Análise: Os motivos que levaram De La Fuente a convocar Roberto Fernández, ex-SC Braga

Roberto Fernández em destaque no Espanhol
Roberto Fernández em destaque no EspanholMATTHIEU MIRVILLE / MATTHIEU MIRVILLE / DPPI VIA AFP, Flashscore

Luis de la Fuente surpreendeu todos ao convocar, pela primeira vez, o antigo avançado do SC Braga Roberto Fernandez para a primeira fase da Liga das Nações 2026/27. Um lutador sempre disposto ao sacrifício, o jogador de 24 anos procura a sua grande oportunidade a sair do banco.

Acompanhe as incidências do encontro

No plantel da Espanha para esta primeira jornada da Liga das Nações, quase todos os jogadores atuam atualmente em grandes clubes europeus. As exceções são Yeremy Pino, que representa o Crystal Palace, e Roberto Fernández, do Espanhol. O motivo? O seu início de época impressionante ao serviço do emblema catalão.

Em sete jogos, o avançado nascido em 2002 já marcou seis golos, com uma média de 0,86 golos por jogo e a encontrar o caminho do golo a cada 102 minutos, aproximadamente.

Roberto também já marcou seis vezes a partir de 3,38 xG. Ou seja, conseguiu cerca de 2,62 golos acima da qualidade das oportunidades que teve.

A forma de Roberto Fernández
A forma de Roberto FernándezFlashscore

Neste arranque de temporada, o avançado andaluz já marcou apenas menos um golo do que em todas as 38 partidas da época passada.

Sem medo

De la Fuente, o estratega por detrás de uma seleção espanhola que se tornou campeã da Europa e do Mundo em apenas dois anos, não olha para currículos, mas sim para o rendimento dos jogadores. Por isso, a chamada de Roberto é um claro prémio pela sua dedicação ao trabalho.

Quem acompanha o Espanhol diariamente admira a sua perseverança e ferocidade em cada duelo e bola disputada, mesmo admitindo que, tecnicamente, não é dos avançados mais dotados.

Numa realidade que sempre lutou contra o domínio do Barcelona e se define como a minoria maravilhosa, Roberto tenta seguir as pisadas de outros goleadores importantes do passado.

De Dani Osvaldo a Sergio Garcia, Raul Tamudo e Raul de Tomas. Em Cornella, onde a paixão está sempre ao rubro mesmo que os resultados raramente sejam espetaculares, as opiniões sobre ele continuam divididas.

Noberto ou Robergol?

Muitos acreditam que o avançado, agora chamado pela primeira vez à seleção espanhola, não é particularmente forte a ligar o jogo ou a transportar a bola. Tanto assim é que, no ano passado, os adeptos deram-lhe dois apelidos: Noberto, a sublinhar a falta de criatividade, e Robergol, a destacar o seu instinto goleador na área.

No entanto, o seu espírito guerreiro é também muito elogiado, uma característica que convenceu o selecionador espanhol a levá-lo consigo.

Com Mikel Oyarzabal e Ferran Torres como principais referências ofensivas, De la Fuente sentiu necessidade de contar com um avançado de área capaz de impor-se fisicamente nos duelos e nos lances aéreos. Tal como na altura em que Fernando Llorente entrava para o lugar de Fernando Torres ou David Villa.

Para já, parece pouco provável que o primeiro jogo da Liga das Nações, fora frente à Inglaterra, já seja uma oportunidade para testar as ambições de Roberto – um avançado que não é o típico ponta-de-lança espanhol, mas oferece uma alternativa tática aos campeões do mundo.

Afinal, com Lamine Yamal e Pedri no plantel, o salto de Noberto para Robergol pode ser rápido, mesmo ao mais alto nível internacional.

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