Acompanhe a Irlanda no Flashscore
Depois de terem debatido durante muito tempo um eventual boicote, como forma de protesto contra a guerra movida por Israel contra o movimento islamista Hamas, os jogadores irlandeses votaram maioritariamente a favor da realização do jogo.
Mas, no domingo à noite, em Debrecen, na Hungria, usaram uma braçadeira preta, e os capitães das duas equipas não trocaram nem apertos de mão nem galhardetes antes do pontapé de saída. Durante o hino israelita, num estádio praticamente vazio, todos os jogadores irlandeses baixaram ostensivamente a cabeça.
"Foi tão difícil para tantos jogadores", comentou após o jogo o selecionador islandês da Irlanda no canal público RTE. "Demonstraram o seu apoio aos protestos (contra a guerra), permitiram atrair a atenção do mundo para este tema, não apenas na Irlanda", acrescentou.
"Espero que as pessoas compreendam isso", afirmou ainda Heimir Hallgrimsson, cujo jogador, o guarda-redes Gavin Bazunu, decidiu, por seu lado, boicotar os dois jogos da Liga das Nações contra Israel.
Depois de vencer por 3-0 na Hungria, a Irlanda receberá Israel a 4 de outubro, mas novamente em campo neutro, em Bačka Topola, na Sérvia, uma vez que a Federação Irlandesa considerou demasiado delicada a organização do jogo na ilha.
Defensora de longa data da causa palestiniana, a Irlanda reconheceu um Estado palestiniano em 2024, juntamente com Espanha e Noruega, e condenou por várias vezes a guerra mortífera em Gaza, desencadeada por Israel após os ataques sangrentos do Hamas, a 7 de outubro de 2023, no seu território.
No domingo, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, criticou duramente as iniciativas da seleção irlandesa, acusando Dublin de estar "do lado errado da História".
