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Gideon Saar, ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, compara equipa irlandesa à que fez a saudação nazi em 1939

Jogadores da Irlanda baixam a cabeça e usam braçadeiras pretas em reconhecimento de todas as vidas perdidas no conflito em Gaza
Jogadores da Irlanda baixam a cabeça e usam braçadeiras pretas em reconhecimento de todas as vidas perdidas no conflito em GazaREUTERS/Bernadett Szabo

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, acusou a Irlanda de estar "do lado errado da história", depois de a seleção irlandesa ter usado braçadeiras pretas no jogo frente a Israel, devido à guerra em Gaza, este domingo.

Recorde as incidências da partida

A federação de futebol da Irlanda esteve sob forte pressão pública para boicotar o jogo da Liga das Nações frente a Israel, devido à forma como o país conduz a guerra contra o Hamas em Gaza.

No sábado, a equipa votou para decidir se disputaria o jogo. Acabou por decidir avançar, mas usou braçadeiras pretas "em memória de todas as vidas perdidas no conflito".

Numa longa publicação na rede social X, Gideon Saar referiu-se à equipa irlandesa de 1939, que fez a saudação nazi antes de um jogo frente à Alemanha, em Bremen.

Também aludiu à neutralidade irlandesa durante a Segunda Guerra Mundial e aos pêsames apresentados pelo então primeiro-ministro Eaemon de Valera ao representante alemão em Dublin, após a morte de Adolf Hitler.

"Passaram quase 90 anos. O talento único da Irlanda para estar do lado errado da história permanece intacto", criticou.

"Naquela altura, fizeram a saudação nazi. Desta vez, estão do lado do terrorismo palestiniano", acrescentou.

O apoio à causa palestiniana é forte na Irlanda, que reconheceu um Estado palestiniano em 2024.

A guerra em Gaza foi desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel, a 7 de outubro de 2023, que matou 1.221 pessoas e fez mais 251 reféns em Gaza.

A ofensiva retaliatória de Israel matou mais de 73.900 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que funciona sob a tutela do Hamas e cujos números são considerados fiáveis pelas Nações Unidas.

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