Recorde aqui as incidências do encontro
Sobre o eventual regresso de Cristiano Ronaldo, para se despedir ou para competir: "Não sei o que é que o Cristiano poderá decidir. Aquilo que tinha para dizer já disse. Para mim, isto nunca foi um caso. Ter um jogador que é um símbolo como ele não significa que tenha de haver algo inegociável da minha parte enquanto treinador. Não aconteceu nada de especial que colocasse em causa a minha autoridade.
"Para mim, o Cristiano será um jogador convocável na próxima convocatória, caso esteja a jogar. Se quiser, regressará à seleção. Não se pode quebrar uma amizade de um ano por causa de uma situação que nem sequer consigo compreender.
"Só por ter sido ele é que se criou este problema todo, por ter aquecido ou não aquecido. Isso acontece com todos os jogadores. O Cristiano é diferente, é um símbolo, mas, para mim, nunca foi um problema."
Reunião com Ronaldo antes da próxima convocatória: "Concordo, mas isso não depende de mim. As duas pessoas têm de chegar a um entendimento."
Sobre o espaço para os jogadores mais jovens na seleção: "O mais importante foi Portugal ter vencido uma das melhores seleções da Europa. Vamos ver. O selecionador fará as suas escolhas em função daquilo que os jogadores mais jovens demonstrarem nos respetivos clubes."
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Opinião dos jogadores em relação a Cristiano Ronaldo: "Concordo completamente com aquilo que o Bruno Fernandes disse. Essa é também a minha ideia. Uma das coisas que disse ao Cristiano foi que não podia terminar o percurso na Seleção depois de perder no Mundial e sair a chorar. Era para jogar hoje aqui, mas, perante tudo o que aconteceu, a situação mudou. Está tudo dito. Sou o selecionador, convoco quem quero e não pergunto a ninguém quem devo convocar ou quem vai jogar."

Sobre a possibilidade de curar feridas do passado no Dragão: "Tenho uma carreira de 36 anos, ao longo da qual disputei vários jogos no Dragão, onde ganhei e perdi. Felizmente, a minha carreira tem sido marcada por mais vitórias do que derrotas. O objetivo foi atingido com a vitória sobre a Noruega."
Mensagem aos portugueses sobre Cristiano Ronaldo: "Ao longo de um ano, partilhei tudo aquilo que o Cristiano representa enquanto símbolo e marca. É uma referência mundial para as crianças. Depois do jogo, volto a dizer: ele só não regressa à seleção se não quiser! Aquilo que aconteceu entre mim e ele foi precipitado. Houve pessoas que se envolveram no assunto e transformaram uma situação num problema que, para mim, não é problema nenhum".
"Acham que isto é motivo para o Cristiano, que é um símbolo, terminar assim o seu percurso na seleção? Ele sabe que a carreira vai acabar, porque não dura para sempre, mas gostava que terminasse o percurso na seleção da forma que deseja. Disse-lhe que precisava dele e continuo a dizer exatamente a mesma coisa."
Sobre a saída de Cristiano Ronaldo do estágio: "Foi pelo facto de o jogador ter estado a aquecer. Agora, pedir desculpa de quê e a quem? Eu não peço desculpa a ninguém."
Declarações na flash-interview
Sobre a Noruega: "Tudo aquilo que projetámos em relação à Noruega e ao valor da sua equipa confirmou-se. Não preciso de dizer muito. Têm o melhor ponta de lança do mundo, Odegaard, que é um dos melhores segundos avançados do mundo, e uma equipa muito completa e fisicamente forte.
Só com muita qualidade técnica é possível vencer esta equipa. Ganhámos sem fazer um jogo como aquele que fizemos na Dinamarca, mas o mais importante era garantir o apuramento. Fizemos um percurso que não pensava ser possível, apesar de acreditar na equipa. Agora, é esperar pelos últimos dois jogos."
Sobre o possível regresso de Cristiano Ronaldo: "Não sei o que vai acontecer. Por mim, está tudo em aberto. Se admito o regresso? É ele que tem de decidir antes de eu fazer a convocatória. Se estiver a jogar e quiser estar presente, porque não? Mas não depende de mim".
Sobre a situação com Cristiano Ronaldo: "Foi um mal-entendido. É fácil de resolver. Quando é que o vamos resolver? Não sei. Só depois saberemos".
Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo abandonou a 30 de setembro o estágio da seleção portuguesa, na véspera do jogo com a Dinamarca, para a Liga das Nações. "A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses", prometeu o avançado de 41 anos, depois da bomba que caiu sobre o futebol português.
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