“A expectativa (para a nova época) é continuarmos a ser o que temos sido e a consolidarmos o nosso crescimento. Queremos continuar a ser competitivos, continuar a lutar para estar em decisões e pelo nosso percurso na Europa que tem sido um motivo de orgulho do nosso futebol. Queremos continuar a ser um Torreense incómodo para todos, mas com respeito, como é nosso apanágio”, afirmou o técnico em declarações à Lusa.
No media day da Liga feminina, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) na Cidade do Futebol, em Oeiras, Gonçalo Nunes destacou a importância de ter “noção dos contextos”, realçando que há ainda “passos importantes a dar internamente” antes de a equipa poder pensar em lutar pelo campeonato nacional, mas lembrando a “imprevisibilidade” do futebol.
“É importante termos noção dos contextos. É sermos realistas e perceber que há passos importantes a dar internamente, que estão a ser dados. (...) Ainda é fora da caixa pensar que o Torreense vai lutar pela liga, mas o bonito do futebol é que é sempre uma caixinha de surpresas. Se chegar a altura em que isso seja uma possibilidade, vamos estar motivados para conquistas, porque somos um grupo muito ambicioso”, afirmou o treinador de 51 anos.
Há quatro anos em Torres Vedras, Gonçalo Nunes destacou a importância da chegada do FC Porto à principal divisão feminina de futebol, realçando que a dimensão do clube traz consigo um novo nível de “atenção, mediatismo e dimensão” que ajudará a “acelerar o crescimento” da modalidade.
“A entrada do FC Porto é uma excelente notícia e é boa para o nosso futebol porque falamos de um clube com uma dimensão gigante que vai trazer todo um nível de atenção, mediatismo e dimensão que vai ajudar a acelerar esse crescimento. Espero que consigamos chegar rapidamente à profissionalização e que todos os clubes consigam estar dedicados a 100% ao crescimento do futebol feminino”, destacou.
Já a guarda-redes Rute Costa afirmou que o Torreense é um dos projetos “mais entusiasmantes” da Liga e que os três títulos ganhos nos últimos 10 meses criam “expectativas altas” para a nova época, em que a equipa quer “sonhar alto, mas com os pés assentes na terra”.
A guardiã internacional portuguesa mostrou-se, ainda, confiante de que o futuro do futebol feminino em Portugal será “risonho”, devido ao aumento do número de praticantes nos últimos anos, confessando sentir-se como uma das referências nacionais da modalidade.
“Não querendo parecer arrogante, mas creio que sou uma referência a nível nacional. Há outras jogadoras com ainda mais destaque, mas quando comecei a jogar não havia essas referências para mim e sinto que hoje as meninas nos procuram e pedem conselhos e isso é muito gratificante. Temos assistido a um aumento de praticantes, a camadas de formação com mais talento, capacidade e recursos e acho que o futuro será risonho”, rematou.
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