Dembélé, líder do ataque
Apesar de uma época marcada por problemas físicos (gémeo, coxa...) que quase não tinha sentido no ano anterior, Ousmane Dembélé, Bola de Ouro 2025 e candidato em 2026, é um dos grandes obreiros desta segunda Liga dos Campeões consecutiva.
No outono, quando Dembélé acumulava lesões, o seu círculo próximo garantia à AFP que estaria pronto para o momento decisivo da época.
Pela sua linguagem corporal em campo quando incentiva os colegas a pressionar, pelo seu rosto determinado, pelo dedo nos lábios quando marca ou pela raiva que demonstrou mesmo a partir do banco no final da segunda mão das meias-finais frente ao Bayern de Munique, o ex-jogador do Barça transformou-se num verdadeiro líder nas últimas duas épocas.

Em fevereiro, foi ele quem se fez ouvir após a derrota na Ligue 1 em Rennes (3-1), pedindo aos colegas que pensassem mais no coletivo numa altura em que o PSG vacilava ligeiramente.
Foi decisivo na Liga dos Campeões (oito golos, duas assistências) em momentos-chave, como em Liverpool apesar do ambiente infernal de Anfield, ou este sábado na final, ao restabelecer a igualdade da marca de grande penalidade.
Kvara, o escudeiro de luxo
Tanto nos treinos como nos jogos, o georgiano impressiona, sobretudo quando tenta o seu toque especial, que trabalha arduamente: partir da ala, acelerar para o centro e rematar com potência e precisão. Marcou seis golos desde os oitavos de final.
Mas o antigo jogador do Nápoles, onde os adeptos o chamavam de Kvaradona, também é capaz de outros gestos virtuosos, como um festival de dribles na área frente aos Reds.
E Kvara mantém-se igualmente combativo nos recuos defensivos e nas suas corridas.
O georgiano poderia ser candidato à Bola de Ouro 2026, mas a ausência da sua seleção no Mundial prejudica-o.

Safonov, digno sucessor de Donnarumma
Matveï Safonov precisou de pouco mais de uma época para se tornar aquilo que queria ser desde a sua chegada a meio de 2024: o guarda-redes número um indiscutível do PSG.
"É o resultado do meu trabalho e da minha mentalidade. Estou aqui há duas épocas, nunca deixei de trabalhar e o resultado da equipa esta época também é fruto do meu trabalho", afirmou em francês, confiante nas suas capacidades, depois de ter relegado para o banco a contratação estrela Lucas Chevalier.
O russo, de 27 anos, que disputou as suas primeiras épocas no FK Krasnodar, mostrou-se seguro pelo ar, com intervenções espectaculares de punhos, mas também impressionante entre os postes quando foi preciso esta época, tal como Donnarumma há um ano.
Tal como o italiano, evoluiu bastante a trabalhar com os treinadores de guarda-redes Borja Álvarez e Nicolas Cousin.
Vitinha, o metrónomo incansável
O que seria deste PSG dominador sem o português de 26 anos? Com a bola colada ao pé e o olhar em frente, Vitinha circula da esquerda para a direita à frente da defesa antes de lançar um passe para a ala, filtrar uma bola pelo meio ou, por vezes, levantar para o ataque.
É impossível tirar-lhe a bola, difícil prever quando se vai desfazer dela... A sua atividade é fundamental para o futebol de posse do PSG.

A esta visão de jogo junta-se a regularidade: Vitinha disputou todos os jogos da Liga dos Campeões, muitas vezes completos (com seis golos como prémio), e quase não teve descanso na Ligue 1, ao contrário dos seus escudeiros Fabián Ruiz ou João Neves.
Luis Enrique não pode prescindir de Vitinha.
Pacho, solidez e discrição
Ainda mais do que o capitão Marquinhos, Willian Pacho foi o elemento central da defesa parisiense.
O equatoriano, de 24 anos, segue o seu caminho com discrição, tornando-se pouco a pouco, mas de forma firme, num dos melhores centrais do mundo.
Esta época confirmou o seu primeiro ano em Paris, já de si magistral: voltou a mostrar-se sólido nos duelos, conseguindo quase sempre defender em antecipação.

Mais rápido do que o brasileiro, de 32 anos, deu mais segurança nas costas quando Marquinhos levantava algumas dúvidas.
As suas exibições menos conseguidas contam-se pelos dedos de uma mão.
Hakimi e Nuno Mendes, laterais completos
Considerados os melhores laterais do mundo, Achraf Hakimi (direita) e Nuno Mendes (esquerda) voltaram a dar muito ao PSG, apesar de várias lesões (tornozelo e coxa para o primeiro; joelho e coxa para o segundo).
Graças a uma potência física pouco comum, conseguem fazer longas corridas a alta intensidade para desestabilizar o bloco adversário.
Defesas sólidos apesar de alguns erros, revolucionaram a posição ao tornarem-se armas ofensivas impossíveis de ignorar.
A situação judicial de Achraf Hakimi, enviado a julgamento por violação, não alterou em nada a sua época. Segundo capitão, usou frequentemente a braçadeira e é uma peça essencial da equipa.
