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Na Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria, os pentacampeões franceses derrotaram os campeões ingleses no desempate por penáltis (4-3), após empate 1-1 no tempo regulamentar e no prolongamento, e tornaram-se o nono clube a manter o troféu, algo que não acontecia desde os sucessos seguidos entre 2015/16 e 2017/18 dos espanhóis do Real Madrid, recordistas de êxitos, com 15.
Antes de representarem a seleção portuguesa no Mundial2026, para o qual estão convocados, os quatro internacionais lusos revalidaram o título europeu arrebatado na época passada, com uma goleada do Paris Saint-Germain sobre os italianos do Inter Milão (5-0), em Munique, na Alemanha.
Na altura, Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos juntaram-se a 15 compatriotas que já tinham vencido a principal prova europeia por clubes estrangeiros, dos quais só Paulo Sousa, Pepe e Cristiano Ronaldo, capitão de Portugal no Mundial2026, comemoraram por mais de uma vez.
Melhor marcador de sempre da competição, com 140 golos em 183 jogos, o avançado Ronaldo triunfou sucessivamente pelo emblema espanhol em 2015/16, 2016/17 e 2017/18, em finais perante o rival citadino Atlético de Madrid (5-3 nos penáltis, após empate 1-1 no fim do prolongamento), os italianos da Juventus (4-1) e os ingleses do Liverpool (3-1), respetivamente.
Cristiano Ronaldo, de 41 anos, bisou no encontro decisivo de 2016/17, já depois de ter fechado a vitória do Real frente ao Atlético em 2013/14 (4-1, após tempo extra), de grande penalidade, no Estádio da Luz, em Lisboa.
Único português a ganhar a Taça ou Liga dos Campeões por cinco vezes, o avançado marcou ainda em 2007/08, quando o Manchester United bateu o Chelsea numa final inteiramente inglesa (6-5 nos penáltis, após 1-1).
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Ronaldo até falhou a grande penalidade por si assumida nesse desempate, ao contrário de 2015/16, edição na qual selou o penálti decisivo e festejou ao lado do defesa central Pepe, vitorioso também em 2013/14 e 2016/17.
Duas décadas antes dos múltiplos êxitos em Madrid de Ronaldo e Pepe, que contribuíram para o recorde de 15 títulos continentais do Real, Paulo Sousa tornou-se o primeiro futebolista português a sagrar-se campeão da Europa em temporadas consecutivas, tendo triunfado por clubes diferentes.
O médio ajudou a Juventus a impor-se aos neerlandeses do Ajax (4-2 nos penáltis, após 1-1), em 1995/96, e participou na vitória dos alemães do Borussia Dortmund, curiosamente sobre os transalpinos (3-1), em 1996/97.
Desde a conversão da Taça dos Clubes Campeões Europeus em Liga dos Campeões, em 1992/93, Paulo Sousa foi o primeiro jogador a triunfar em edições seguidas por clubes estrangeiros, feito igualado pelo avançado camaronês Samuel Eto’o, ao conjugar triunfos em 2008/09 nos espanhóis do FC Barcelona e em 2009/10 pelos italianos do Inter Milão, então orientados pelo português José Mourinho, atual treinador do Benfica.
O francês Marcel Desailly, com Marselha (1992/93) e os italianos do AC Milan (1993/94), e o espanhol Gerard Piqué, através dos ingleses do Manchester United (2007/08) e do FC Barcelona (2008/09), também festejaram sucessivamente, mas um desses êxitos foi por emblemas dos respetivos países.
Ao conseguirem agora uma dupla conquista ao serviço do Paris Saint-Germain, Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos deixaram para trás 11 jogadores lusos com um triunfo por clubes estrangeiros: Luís Figo, Rui Costa, Deco, Nani, Ricardo Quaresma, José Bosingwa, Paulo Ferreira, Raul Meireles, João Cancelo, Rúben Dias e Bernardo Silva.
Contabilizando os resultados obtidos com emblemas portugueses, Deco, Bosingwa e Paulo Ferreira apresentam duas vitórias cada, uma vez que estiveram na conquista da Liga dos Campeões pelo FC Porto em 2003/04.
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Fábio Coentrão teve os mesmos êxitos no Real Madrid, mas não de forma seguida, ao contrário de Costa Pereira, Fernando Cruz, Germano, Ângelo Martins, Manuel Serra, Mário João, Domiciano Cavém, José Neto, Mário Coluna, Santana, José Augusto e José Águas, todos envolvidos nas vitórias do Benfica na então designada Taça dos Campeões em 1960/61 e 1961/62.
Artur Santos, Humberto Fernandes, António Saraiva, António Simões e Eusébio apenas fizeram parte de um dos títulos europeus do Benfica, tal como sucedeu com mais 30 portugueses nas duas conquistas do FC Porto.
Zé Beto, João Pinto, Bandeirinha, Eduardo Luís, Lima Pereira, Augusto Inácio, Laureta, António André, Quim Vitorino, António Sousa, António Frasco, Jaime Pacheco, Jaime Magalhães, Paulo Futre, Vermelhinho e Fernando Gomes contribuíram para o sucesso dos dragões em 1986/87.
Já em 2003/04, Vítor Baía, Nuno Valente, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Mário Silva, César Peixoto, Costinha, Pedro Mendes, Maniche, Ricardo Fernandes, Marco Ferreira e Hugo Almeida consagraram-se pelo FC Porto e entraram para o contingente de 66 jogadores portugueses a ganhar a maior prova europeia de clubes.
