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Com a LaLiga praticamente assegurada (nove pontos de vantagem com apenas 21 por disputar), o Barcelona procura esta terça-feira o mais difícil. A equipa de Hansi Flick desloca-se ao Metropolitano para defrontar o Atlético de Madrid com o objetivo de inverter uma eliminatória que ficou praticamente impossível após o jogo da primeira mão no Camp Nou.
Os culés perderam por 0-2 num encontro marcado por um minuto trágico à beira do intervalo, em que Pau Cubarsí foi expulso e Julián Álvarez assinou um golo de livre absolutamente extraordinário. Apesar da desvantagem, em Barcelona sente-se algum otimismo nos últimos dias, com os jogadores confiantes de que podem consumar a reviravolta. Muitos recordam o duelo da LaLiga 2024/25 em que os colchoneros venciam por 2-0 e o Barça virou o resultado para 2-4 na reta final. No entanto, trata-se da Liga dos Campeões e, olhando para a história, a proeza blaugrana parece quase utópica.
De facto, em todas as eliminatórias da Liga dos Campeões em que uma equipa perdeu por dois ou mais golos na primeira mão, só numa ocasião esse clube conseguiu dar a volta e seguir em frente na segunda mão. Um dado que pode pesar, mas cuja exceção enche de esperança os catalães, pois contam nas suas fileiras com o homem que tornou a quimera realidade: Rashford.

Aquele 1-3 ao PSG em 2019
O avançado inglês, que deverá ser titular frente ao Atlético, viveu uma noite tão mágica como a que o Barça precisa esta terça-feira, em 2019. Ao serviço do Manchester United, Rashford viu-se em apuros na principal competição europeia depois de perder por 0-2 frente ao Paris Saint-Germain na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.
Com um resultado muito desfavorável e perante um adversário superior em todos os aspetos, ninguém acreditava nos red devils que, no Parque dos Príncipes, souberam aproveitar as ofertas dos franceses (sobretudo do guarda-redes Gianluigi Buffon) para chegar ao 1-2 com dois golos de Romelu Lukaku. Os parisienses estavam apurados com esse resultado, mas qualquer golo do United, devido à então vigente regra do maior valor dos golos fora em caso de empate, dava a passagem aos ingleses.
O tempo esgotava-se, mas já nos instantes finais, uma mão de Kimpembe dentro da área resultou em penálti a favor do Manchester United. A responsabilidade, ao minuto 90+4, coube a Rashford que, sem hesitar, converteu com frieza para fixar o 1-3 e garantir uma passagem histórica aos ingleses e, sem o saber, para dar sete anos depois motivos para acreditar a um Barcelona que, com o inglês, procura entrar entre os quatro melhores da Europa com uma reviravolta antológica.

