Liga dos Campeões: Sporting fecha com 79,58 ME e falha recorde português de prémios numa edição

Sporting não foi além do nulo em casa do Arsenal
Sporting não foi além do nulo em casa do ArsenalREUTERS/Hannah Mckay

O Sporting vai receber 79,582 milhões de euros (ME) pela participação na Liga dos Campeões de futebol em 2025/26, após ser esta quarta-feira afastado pelos ingleses do Arsenal nos quartos de final, falhando o recorde português de prémios numa edição.

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Oito dias depois de terem perdido por 0-1 em Lisboa, na primeira mão, os bicampeões nacionais empataram 0-0 em Londres e não conseguiram um inédito acesso às meias-finais perante os líderes isolados da Premier League e vencedores da fase de liga da mais importante prova europeia de clubes.

O Sporting nunca tinha arrecadado tanto dinheiro numa edição da Liga dos Campeões, mas poderia ter garantido mais 15 ME e batido o recorde luso de 80,616 ME fixado pelo FC Porto em 2018/19, numa edição em que os dragões também cederam nos quartos de final diante dos ingleses do Liverpool.

De regresso ao lote de oito finalistas da competição ao fim de 43 anos, o Sporting bateu a sua melhor marca em prémios, estabelecida na época passada, quando, na primeira edição com uma fase de liga de 36 equipas, em vez da fase de grupos disputada por 32, foi afastado pelos alemães do Borussia Dortmund no play-off de acesso aos oitavos e obteve 48,983 ME.

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A exemplo de 2024/25, o Sporting entrou esta temporada diretamente no patamar principal da Liga dos Campeões e captou, desde logo, 18,62 ME.

Houve ainda 15,232 ME provenientes do valor pilar, que está associado ao volume de mercado do respetivo país e ao coeficiente do clube no ranking da UEFA a cinco e 10 anos para as partes europeia e não europeia, respetivamente.

Nessa componente, o Sporting embolsou 9,35 ME do fator europeu, no qual foi 27.º - o montante mínimo de 935.000 euros foi multiplicado por 10 parcelas -, e 5,882 ME no não europeu, ao ser 20.º - 346 mil euros por 17.

Além do prémio inicial e do valor pilar, os verdes e brancos ganharam dinheiro pelo desempenho a partir da fase de liga, na qual juntaram cinco vitórias, um empate e duas derrotas em oito jornadas e somaram 16 pontos, ficando no sétimo lugar, penúltimo de acesso direto aos oitavos de final.

Cada vitória rendeu 2,1 ME, para um total de 10,5 ME, e a única igualdade deu 700.000 euros, enquanto a classificação gerou 9,03 ME de bónus - 30 parcelas multiplicadas por 301 mil euros, que já incluem o remanescente dos empates.

Como houve 25 igualdades nessa fase, num excedente de 17,5 ME, cada lugar passou a valer 301.000 euros a mais face à posição imediatamente inferior, em detrimento dos 275 mil inicialmente tabelados pela UEFA.

O Sporting teve ainda dois ME por terminar no top 8 e 11 ME pela entrada automática nos oitavos, tornando-se o primeiro clube português a fazê-lo desde a mais recente mudança de formato no patamar principal da Liga dos Campeões.

Os verdes e brancos evitaram, assim, o play-off, no qual o rival lisboeta Benfica, bicampeão europeu em 1960/61 e 1961/62, seria afastado pelos espanhóis do Real Madrid, recordistas de troféus (15), ao perder nas duas mãos (1-0 em casa e 2-1 fora), para um agregado de 3-1 na eliminatória.

Nos oitavos, o Sporting enfrentou o Bodo/Glimt, que começou por triunfar na Noruega (3-0), mas consentiu a reviravolta em Lisboa (5-0, após prolongamento), com os leões a receberem uma bonificação de 12,5 ME por terem passado pela primeira vez essa ronda, introduzida em 2003/04.

Os 79,582 ME de prémios globais do Sporting ficaram acima dos 53,097 ME do Benfica, mas representaram o valor mais baixo de prémios entre os oito finalistas, nos quais sobressaem os alemães do Bayern Munique, com 127,32 ME, seguidos do Arsenal (124,737 ME) e dos franceses do Paris Saint-Germain (120,889 ME), campeões europeus e intercontinentais.

Esse trio está nas meias, tal como os espanhóis do Atlético de Madrid (104,223 ME) e em contraste com os compatriotas do Real Madrid (102,619 ME) e do FC Barcelona (100,334 ME) e os ingleses do Liverpool (109,47 ME).

Nessa contabilidade, o Sporting também terminou atrás do Manchester City (96,973 ME), do campeão mundial Chelsea (92,105 ME) e do Tottenham (84,44 ME), apesar do afastamento dessas equipas inglesas nos oitavos da Liga dos Campeões, que distribui prémios totais de 2,467 mil ME aos clubes.