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Há duas formas de encarar a situação. A primeira é considerar que, no fundo, este 2-1 sofrido em Praga não é assim tão mau antes da segunda mão em Lyon. A segunda é lamentar aquele penálti desperdiçado por Corentin Tolisso, que poderia ter mudado o resultado, já que John Mercado marcou poucos segundos depois. Um belo golpe para começar a época e ganhar confiança, teria sido bem-vindo. No fim de contas, o essencial é garantir a qualificação para o play-off, provavelmente frente ao Fenerbahçe, que venceu o Sturm Graz por 2-0.
Mas com a derrota, a pressão é máxima sobre o Olympique Lyon porque, coletivamente, este jogo frente ao Sparta foi especialmente complicado, com, além dos dois golos "oficiais", outros dois anulados por pouco, e um autogolo bastante afortunado, numa altura em que os Gones não tinham criado qualquer oportunidade clara durante os primeiros 40 minutos.
Regresso à defesa a quatro
É este o ponto em que está a turma de Paulo Fonseca, 4.º da Ligue 1, frente ao vice-campeão da República Checa: vulnerável e à espera de reforços para apresentar uma versão mais sólida. As lacunas eram evidentes, com jogadores nem sempre a atuar nas suas posições de eleição.
Ciente de que está a jogar muito, Paulo Fonseca revelou vários detalhes na conferência de imprensa de segunda-feira sobre a composição da sua equipa. Suspenso na primeira mão, Moussa Niakhaté estará disponível numa defesa a quatro, enquanto Malick Fofana e Ernest Nuamah serão titulares juntamente com Loïs Openda. Ou seja, o sistema com cinco atrás foi abandonado e o esquema será um 4-3-3. Se Nicolas Tagliafico, Mads Bidstrup e Pavel Sulc não estarão disponíveis, Julien Duranville e Kail Boudache poderão entrar em campo.
Mais certezas e menos experiências: uma eliminação equivaleria a um autêntico terramoto desportivo e, sobretudo, financeiro para o clube, que não receberia um único euro antes de ser relegado para a Liga Europa, claramente muito menos lucrativa do que a sua "irmã mais velha".
