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Pressão máxima: Lyon de Paulo Fonseca obrigado a virar frente ao Sparta

Corentin Tolisso em ação pelo Lyon
Corentin Tolisso em ação pelo LyonČTK / imago sportfotodienst / IMAGO

Derrotado em Praga na semana passada (2-1), o Olympique Lyon, orientado pelo português Paulo Fonseca, tem de se qualificar obrigatoriamente, pois para além do impacto desportivo, uma eliminação causaria grandes danos às finanças do clube.

Acompanhe as incidências da partida

Há duas formas de encarar a situação. A primeira é considerar que, no fundo, este 2-1 sofrido em Praga não é assim tão mau antes da segunda mão em Lyon. A segunda é lamentar aquele penálti desperdiçado por Corentin Tolisso, que poderia ter mudado o resultado, já que John Mercado marcou poucos segundos depois. Um belo golpe para começar a época e ganhar confiança, teria sido bem-vindo. No fim de contas, o essencial é garantir a qualificação para o play-off, provavelmente frente ao Fenerbahçe, que venceu o Sturm Graz por 2-0. 

Mas com a derrota, a pressão é máxima sobre o Olympique Lyon porque, coletivamente, este jogo frente ao Sparta foi especialmente complicado, com, além dos dois golos "oficiais", outros dois anulados por pouco, e um autogolo bastante afortunado, numa altura em que os Gones não tinham criado qualquer oportunidade clara durante os primeiros 40 minutos.  

Regresso à defesa a quatro

É este o ponto em que está a turma de Paulo Fonseca, 4.º da Ligue 1, frente ao vice-campeão da República Checa: vulnerável e à espera de reforços para apresentar uma versão mais sólida. As lacunas eram evidentes, com jogadores nem sempre a atuar nas suas posições de eleição. 

Ciente de que está a jogar muito, Paulo Fonseca revelou vários detalhes na conferência de imprensa de segunda-feira sobre a composição da sua equipa. Suspenso na primeira mão, Moussa Niakhaté estará disponível numa defesa a quatro, enquanto Malick Fofana e Ernest Nuamah serão titulares juntamente com Loïs Openda. Ou seja, o sistema com cinco atrás foi abandonado e o esquema será um 4-3-3. Se Nicolas Tagliafico, Mads Bidstrup e Pavel Sulc não estarão disponíveis, Julien Duranville e Kail Boudache poderão entrar em campo. 

Mais certezas e menos experiências: uma eliminação equivaleria a um autêntico terramoto desportivo e, sobretudo, financeiro para o clube, que não receberia um único euro antes de ser relegado para a Liga Europa, claramente muito menos lucrativa do que a sua "irmã mais velha"