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O Atlético chegou a três finais da Liga dos Campeões na sua história - duas durante o mandato de quase 15 anos de Simeone- mas nunca levantou o prémio mais importante do continente. É a única equipa a perder três finais sem ter ganho a competição.
Esta época tem oferecido pouco conforto a nível interno, com o clube em quarto lugar na LaLiga, a 25 pontos do líder Barcelona e efetivamente fora da corrida ao título desde janeiro.
A derrota nos penáltis frente à Real Sociedad na final da Taça do Rei, há menos de duas semanas, deixou a Liga dos Campeões como a única hipótese de título do Atlético nesta temporada, de forma a evitar cinco épocas consecutivas sem troféus.
No entanto, Simeone não quis relembrar os fracassos do passado, depois das derrotas frente ao Bayern de Munique (1974) e ao Real Madrid (2014 e 2016) na final da competição de clubes de elite da Europa.
"Não há pressão, há um sentimento de responsabilidade e um sentimento especial de antecipação", disse em conferência de imprensa na terça-feira.
"No final do dia, é um jogo de futebol e são os jogadores que decidem o resultado. Temos de nos preparar bem. Queremos jogar o jogo que imaginámos e levar o jogo para uma fase em que possamos causar problemas ao Arsenal".
Questionado sobre se a competição devia algo ao Atlético depois de três derrotas na final, Simeone disse: "Somos todos humanos. Se nos perguntarem, toda a gente tem uma opinião diferente. Mas uma competição não deve nada a ninguém".
"As coisas têm de ser merecidas e alcançadas. Temos de trabalhar arduamente, ir lá buscá-las e esperar que a sorte esteja do nosso lado".

O argentino apontou a abordagem do Atlético nos últimos jogos a eliminar como o seu maior trunfo.
"O que temos feito nos jogos a eliminar, seja na Taça de Espanha ou na Liga dos Campeões... Jogar com intensidade, com o nosso estilo de jogo, com a nossa iniciativa ofensiva. É assim que vamos jogar", afirmou.
Para um clube que procura o primeiro título da Liga dos Campeões, há a tentação de sonhar, mas Simeone prefere entrar em ação.
"Sonhar é muito bom, mas a realidade é o que acontece no terreno. A realidade é o que nós fazemos e o que Deus quer. É assim que nos comportamos", disse.
"Estamos em mais uma meia-final. É extraordinário chegar a ela pela quarta vez em 14 anos. É incrível. Essa fé, esse entusiasmo, esse espírito contagiante vão fazer-nos muito bem. Temos pela frente um jogo difícil, mas vamos lá cheios de esperança".

