Reveja aqui as principais incidências da partida

Sevilha é uma cidade que já vive na memória dos adeptos do SC Braga. A 24 de agosto de 2010, uma equipa liderada por Domingos Paciência venceu no Sánchez Pizjuan e alcançou pela primeira vez a fase principal da Liga dos Campeões. 16 anos volvidos, conseguiu outro resultado histórico, este diante do Betis.
Mas o que acabou por ser uma noite de sonho começou como um autêntico pesadelo. O relógio ainda não marcava meia-hora e o Bétis parecia ter assegurado o bilhete para as meias-finais.
Aos 13 minutos, um cabeceamento de Antony deixou o Betis em vantagem no jogo e na eliminatória.
Em seguida, aos 26’, Abde passou de assistente a goleador. O clube andaluz aproveitou duas perdas de bola para deixar o SC Braga em grandes apuros. E só não foram maiores, porque o terceiro foi anulado devido a um fora de jogo.
Se juntarmos a isto a saída de Arrey-Mbi lesionado – juntou-se a Barisic e Niakaté nos centrais com moléstias físicas – os primeiros 45 minutos não eram de todo animadores. Salvou-se o golo de Pau Victor (38’), após cruzamento de Victor Gómez, que tornou o pesadelo menos escuro.
E o que é certo é que a segunda parte foi a transfiguração total. Não ficará muito longe de se dizer que foi uma das melhores segundas partes da história do SC Braga. Vítor Carvalho (49’) empatou a eliminatória e minutos depois, um derrube na área resultou no penálti convertido de Ricardo Horta (53’).
O SC Braga na frente, o Betis aturdido, com capacidade de resposta reduzida, que se tornou nula quando aos 74 minutos, Gorby puxou da culata atrás e carimbou a qualificação. Foi o quarto golo em quatro remates enquadrados.
O pesadelo transformou-se em sonho. O SC Braga está pela segunda vez na história nas meias-finais da Liga Europa. E se em 2011 eliminou o Benfica para alcançar o jogo decisivo, desta feita vai ter pela frente o Friburgo.
Homem do jogo Flashscore: Ricardo Horta (SC Braga).

