Liga Europa: Cafú acredita que SC Braga é capaz de resistir à pressão do Friburgo

Jogo intenso também na primeira mão
Jogo intenso também na primeira mãoReuters

O SC Braga tem condições para resistir à pressão do Friburgo e gerir a vantagem tangencial na quinta-feira, na segunda mão das meias-finais da Liga Europa, perspetiva Cafú, único futebolista português com passagem pelo clube alemão.

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O SC Braga fez descansar alguns jogadores no campeonato, tem o foco de passar a eliminatória e está pertinho de chegar à final. Não há melhor ânimo para os jogadores e a equipa técnica. Eles vão apostar tudo perante uma equipa acessível”, admitiu à agência Lusa o antigo avançado luso-cabo-verdiano, de 48 anos, que atuou no Friburgo entre 2006 e 2007.

O SC Braga, finalista derrotado em 2010/11, visita o Friburgo na quinta-feira, às 21:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio Europa-Park, em Friburgo, na Alemanha, na segunda mão das meias-finais da Liga Europa, uma semana depois do triunfo dos arsenalistas no Minho (2-1).

O segredo é aguentar os primeiros 10/15 minutos do Friburgo, que vai entrar com tudo e expor-se mais, pelo que o SC Braga tem de aproveitar essas aberturas. Vai ser complicado com o adversário a atuar perante o seu público, mas, após a primeira mão, o SC Braga está em condições de passar. Os jogadores têm vivido um momento do qual não se vão esquecer e a equipa está forte e com confiança”, notou.

No duelo inaugural, os minhotos chegaram à vitória com um golo já em tempo de compensação do suplente costa-marfinense Mario Dorgeles, que tinha rendido na primeira parte o capitão Ricardo Horta, condicionado com queixas musculares na coxa direita e em dúvida para a visita ao Friburgo.

O Ricardo Horta é importantíssimo na ideia de jogo, mas a equipa tem soluções e não duvido que quem ocupar aquela função vai desempenhá-la bem. Neste momento, o SC Braga é muito forte como equipa e essa é uma das suas grandes vantagens. É claro que seria bem mais forte na presença do capitão, mas não será isso que lhe vai melindrar ou retirar confiança”, atestou Cafú, que representou Belenenses e Boavista na Liga.

Se os minhotos procuram regressar à final da Liga Europa, 15 anos depois da derrota face ao FC Porto (1-0), em 2010/11, numa decisão inteiramente portuguesa disputada em Dublin, na República da Irlanda, o Friburgo nunca tinha chegado tão longe em sete campanhas na segunda prova continental.

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O Friburgo está a crescer como equipa, tem um estádio novo há uns anos e excelentes condições. No meu tempo, os adeptos já enchiam o estádio e havia a cultura de jogar bom futebol, um pouco diferente da tradição alemã. Como o clube subia e descia de divisão, não se conseguia afirmar, mas, nos últimos anos, tem ombreado com as equipas de topo no país”, avaliou.

Estabilizado desde 2016/17 na Bundesliga, na qual é sétimo classificado a duas jornadas do fim, e afastado nas meias da Taça da Alemanha pelo Estugarda, detentor do troféu, o Friburgo conquistou a segunda divisão nacional por quatro vezes e é treinado há duas épocas por Julian Schuster.

Depois de ter coadjuvado Christian Streich, líder entre 2011/12 e 2023/24, Schuster procura dar seguimento à “tradição de os treinadores durarem bastante” no clube da região da Brisgóvia, tal como ilustrou Volker Finke, responsável técnico de 1991/92 a 2006/07 e com quem Cafú trabalhou.

Eles valorizam muito o grupo, vão apostando e dão continuidade quando o trabalho é bem feito. O clube sabe para onde quer ir, está a crescer e basta um jogador dar o máximo e mostrar compromisso para ser bem tratado. A cidade tem poucos nevões, muitos jovens estudantes e uma boa cultura do futebol. Isso faz a diferença quando os atletas querem vir para clubes com estabilidade. Depois, não há a pressão que alguns emblemas com nome têm. Na Alemanha, cultiva-se muito mais o projeto do que o resultado imediato”, expôs.

Arlindo Gomes Semedo, mais conhecido no futebol por Cafú, acumulou 26 jogos e dois golos no Friburgo, numa altura em que o clube alinhava como anfitrião no Estádio Dreisam e lutava pela subida ao escalão principal, e acredita que o fator mental decidirá o reencontro com o SC Braga.

Tudo é possível hoje em dia. As equipas treinam bem, têm boas condições e o que vale é o momento, a parte mental e quem quer mais. O SC Braga vai encontrar um ambiente duro, forte e cheio de gente a apoiar a equipa da casa, mas tem de ser igual a si próprio”, concluiu o ex-avançado, nascido em Portugal e internacional pela seleção principal de Cabo Verde.

Único representante português ainda em ação nas provas continentais em 2025/26, o SC Braga pode encontrar na final da Liga Europa os ingleses do Aston Villa ou do Nottingham Forest, tendo a equipa do técnico português Vítor Pereira triunfado em casa no arranque das ‘meias’ (1-0).

A final da Liga Europa realiza-se em 20 de maio, em Istambul, na Turquia.