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A equipa de Vítor Pereira vai defender uma vantagem de 1-0 conquistada na primeira mão das meias-finais, enquanto procura chegar a uma final europeia pela primeira vez em 46 anos.
Desde os tempos áureos de Brian Clough, que conduziu o clube às conquistas da Taça dos Campeões Europeus em 1979 e 1980, que o Forest não disputa um grande troféu continental.
Na sua primeira meia-final europeia desde 1983/84, o Forest parte com uma ligeira vantagem graças ao penálti convertido por Chris Wood no City Ground, na semana passada.
Se os homens de Vítor Pereira conseguirem confirmar a passagem em Villa Park, vão defrontar o SC Braga ou o Friburgo na final, em Istambul, a 20 de maio.
O Forest chega à segunda mão moralizado, depois de vencer por 1-3 no terreno do Chelsea no domingo, resultado que permitiu à equipa afastar-se seis pontos da zona de despromoção da Premier League.
O técnico português fez oito alterações frente ao Chelsea, mas os suplentes garantiram a terceira vitória consecutiva no campeonato, prolongando a série invicta do Forest em todas as competições para 10 jogos.
Com as suas principais figuras descansadas, Vítor Pereira acredita que o Forest pode terminar a época de forma dourada.
"Disse-lhes: 'vocês são um grupo especial porque trabalharam com quatro treinadores diferentes, formas distintas de pensar o futebol, metodologias diferentes'" afirmou o português, que assumiu o comando em fevereiro.
"Enfrentaram uma época difícil. Agora estão num momento em que tudo se decide. Podemos terminar a época de forma fantástica".

"Uma inspiração para nós"
Vencer a Liga Europa e garantir a permanência na Premier League faria de Vítor Pereira uma figura lendária no Forest.
No entanto, garantiu que isso não o colocaria ao nível de Clough, que também levou o Forest ao título inglês e está imortalizado com uma estátua no centro de Nottingham.
"Se queremos inscrever o nosso nome na história deste clube, temos de chegar à final, de vencer a final", afirmou.
"Não quero a minha estátua em lado nenhum, mas podemos imaginar o que ele representou nesta cidade. Para as novas gerações, é certamente uma inspiração para nós".
O Forest está a disputar uma competição europeia pela primeira vez desde 1995/96, na perseguição ao primeiro grande troféu desde a Taça da Liga de 1990.
A equipa não marca presença numa final importante desde a derrota frente ao Manchester United na final da Taça da Liga de 1992.
Após as saídas de Nuno Espírito Santo, Ange Postecoglou e Sean Dyche, Vítor Pereira revitalizou um clube que esteve privado de sucesso nas últimas três décadas.
Em contraste com o bom momento do Forest, o Aston Villa somou a terceira derrota consecutiva em todas as competições, depois de Unai Emery ter feito sete alterações para a derrota caseira por 1-2 frente ao Tottenham no sábado.
Revelando que foi obrigado a recordar aos seus jogadores os princípios do seu comando, um Emery visivelmente agitado afirmou: "Estou aqui há mais de três anos e não esqueço tudo o que fizemos".
"Falámos no balneário ao intervalo sobre isso. Podemos jogar melhor ou pior, mas não estou a perder a cabeça nem a mudar a minha perspetiva sobre o que quero alcançar".

Emery tem uma reputação bem merecida como especialista na Liga Europa, depois de conquistar a competição três vezes pelo Sevilha e uma pelo Villarreal, além de ter sido finalista vencido com o Arsenal.
No entanto, o Villa tem falhado nas meias-finais sob o comando de Emery, tendo perdido nas últimas quatro frente ao Olympiakos na Liga Conferência 2023/2024 e diante do Crystal Palace na Taça de Inglaterra da época passada.
O Villa não conquista um troféu importante desde a Taça da Liga de 1996, sendo que a última final continental de relevo foi o triunfo na Taça dos Campeões Europeus de 1982 frente ao Bayern Munique.
