Reveja aqui as principais incidências da partida
Em relação à goleada sofrida em Braga, Paulo Sérgio fez duas alterações, com Ronie Carillo e Dener a entrarem para um onze que mudou em termos táticos. O esquema de três centrais passou a quatro defesas, com Filipe Relvas a fazer o corredor esquerdo e o meio-campo a ser formado por um trio.
No que toca ao Chaves, Moreno (suspenso) manteve a confiança no mesmo onze que se bateu com o Benfica, apesar da derrota.

Cara nova
De regresso ao conforto de casa e com o orgulho ferido, o Portimonense quis demonstrar uma nova cara aos seus adeptos e conseguiu. A equipa algarvia entrou pressionante e foi dominando o Chaves.

O golo inaugural é um excelente exemplo daquilo que os comandados de Paulo Sérgio conseguiram fazer no primeiro tempo, ao impedir o Chaves de sair com a bola controlada para o ataque: Filipe Relvas recuperou a bola e cedeu a Hélio Varela (13 minutos) que inaugurou o marcador com uma ajuda de Cafú Phete.
O golo abanou o Chaves e deixou o Portimonense mais afoito. A equipa algarvia ia subindo linhas, pressionando cada vez mais em busca de um segundo golo que chegou numa bela jogada urdida pela direita. Igor Formiga cruzou para a área, Dener cabeceou à barra e na recarga foi Ronie Carrillo o mais lesto a atacar a bola que se encaminhou lentamente para o fundo das redes à guarda de um desamparado Hugo Souza.
45 minutos para esquecer do conjunto flaviense, que mostraram muitas dificuldades em chegar adversária. Fora o cabeceamento de Leandro Sanca defendido por Vinícius Silvestre, aos 31 minutos), o guarda-redes algarvio não teve mais trabalho.


Déjà vu
À semelhança do que aconteceu na semana passada, o Portimonense foi em vantagem para o intervalo e na segunda parte voltou a entrar com uma atitude passiva. As três alterações operadas por Moreno ao intervalo (Jô, Ygor Nogueira e Carraça) também deram outra motivação ao conjunto flaviense, mas a melhoria do Chaves foi, em muito proporcionada, por alguma apatia algarvia.
Se no primeiro tempo, o Portimonense dominou, na segunda parte fora o remate de Jasper (que isolado não conseguiu bater Hugo Souza), a equipa de Paulo Sérgio sentiu dificuldades em chegar à baliza transmontana e chegou a temer-se o pior.
Vinícius Silvestre, que vai aproveitando a lesão de Nakamura para ganhar espaço, foi adiando o golo de um Chaves revigorado, mas aos 87 minutos, Benny encontrou o caminho para bater o guardião brasileiro e relançou a partida com o primeiro golo ao serviço da equipa flaviense.
Era palpável a tensão em Portimão. Mais do que os três pontos, o Portimonense tentava resguardar a vantagem para evitar o crescer do fantasma da semana passada, enquanto o Chaves, revigorado, queria levar pelo menos um ponto na longa viagem que ainda tinha de fazer até casa.
O apito final ficou marcado por um suspiro enorme. O Portimonense não aprendeu a lição, mas conseguiu três importantes pontos na luta pela manutenção na Liga. Soma agora 14, mais sete que o Chaves, primeira equipa em zona de descida direta (17.º lugar).
Homem do jogo Flashscore: Vinícius Silvestre (Portimonense)

