Centenas de adeptos do Marítimo festejam regresso à Liga três anos depois

Adeptos do Marítimo no apoio à equipa
Adeptos do Marítimo no apoio à equipaANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Marítimo foi recebido em apoteose, no Aeroporto da Madeira, por centenas de adeptos que se juntaram para festejar a subida da equipa à Liga portuguesa, três anos após a última participação.

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A festa explodiu ainda no domingo, por volta das 20:00, assim que terminou o jogo com o Benfica B, que os madeirenses venceram por 1-2, no Seixal, carimbando, assim, o regresso à elite do futebol nacional, após três temporadas no escalão secundário.

Após o término da partida, vários marítimistas um pouco por toda a ilha da Madeira saíram à rua para celebrar, com buzinas a ecoarem como música de fundo, rumando depois ao aeroporto para receberem a equipa.

O voo que transportava a formação madeirense, oriundo de Lisboa, aterrou por volta da uma e meia da manhã, sendo que o momento de maior delírio aconteceu já perto das duas, quando jogadores, técnicos e dirigentes saíram do aeroporto e foram praticamente engolidos pela onda verde-rubra.

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A liderar a comitiva, o presidente Carlos André Gomes foi um dos primeiros a surgir diante da multidão e ficou visivelmente emocionado, destacando que a receção calorosa é a "prova de que a Madeira está com o Marítimo".

O dirigente, de 55 anos, diz que ainda não é tempo de pensar na próxima época, de regresso ao convívio entre os grandes, afirmando que, por agora, os jogadores "querem ser campeões" da Liga 2 de modo a coroar um ano de sucesso.

A seguir, surgiram também os futebolistas, destacando-se Carlos Daniel, melhor marcador da equipa na segunda divisão, com 11 golos, que afirmou que o clube sediado no Funchal "merece estar na Liga" pela sua grandeza.

"O Marítimo mexe muito com a ilha (da Madeira), tem muitos adeptos e uma estrutura muito boa", vincou o médio ofensivo.

O futebolista, de 31 anos, também apontou à conquista do título de campeão do segundo escalão, que está "muito pertinho" e no qual o leão do Almirante Reis, líder isolado, com 63 pontos, mais nove que o Académico de Viseu (segundo), depende apenas de si, bastando um ponto nas três jornadas restantes, que reservam duelos perante Leixões, Penafiel e Desportivo de Chaves.

Depois da receção no aeroporto, a romaria rumou até ao estádio do Marítimo, no Funchal, novamente com muita gente, numa festa que teve direito a fogo de artifício e fumos em tons de verde e vermelho.

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Na fase final, os jogadores ainda desfilaram na varanda do estádio, diante da plateia marítimista, que vibrou com os discursos de alguns dos seus ídolos, sobretudo o de Raphael Guzzo, que fez as delícias dos locais com uma adaptação do bailinho da Madeira para celebrar a subida.

O Marítimo assegurou no domingo o regresso à Liga portuguesa, depois de três épocas no escalão secundário, ao vencer por 1-2 o Benfica B, no Seixal, num encontro da 31.ª jornada da Liga 2 em que os madeirenses terminaram reduzidos a nove jogadores.

Adrian Butzke, aos 16 minutos, e Simo Bouzaidi, aos 45+2', marcaram os tentos dos insulares, que acabaram com nove, face às expulsões de Martin Tejon (58') e Igor Julião (73'), enquanto Paulo Henrique marcou na própria baliza para os anfitriões, aos 48'.

O Marítimo, que tinha descido à Liga 2 ao ficar em 16.º na Liga 2022/23, passou a contar 63 pontos, contra 54 do Académico de Viseu, segundo, e 49 do Torreense, que é terceiro, com menos um jogo disputado.

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