Recorde aqui as incidências do encontro
César Peixoto (treinador do Gil Vicente):
“Foi a nossa pior primeira parte desde que começou o campeonato. Na segunda parte, estivemos melhor e sofremos um golo quando estávamos melhor. Faltou garra e capacidade para ter bola. Sempre disse que podíamos perder ou empatar, mas temos de jogar à Gil Vicente e hoje faltou capacidade e personalidade para impor o nosso jogo.
O Vitória mostrou uma tática diferente e, na primeira parte, a equipa não entendeu isso. Houve uma altura em que todos queriam fazer as coisas individualmente e a mais-valia desta equipa é o coletivo. Na segunda parte, sim, estivemos melhor, mas depois começámos a jogar para trás. Não tivemos a frieza para ler o jogo. Também faltou uma pontinha de sorte, mas isso não invalida que o Vitória tenha merecido vencer.
Senti a equipa nervosa, com muita vontade, mas sem o caráter habitual. O Gil Vicente não vai ganhar todos os jogos até ao final, mas o que me deixava satisfeito quando não ganhávamos era que jogávamos à nossa maneira. Desta vez senti a equipa ansiosa e sem confiança”.
Gil Lameiras (treinador do Vitória SC):
“Se havia equipa que devia ter ganho o jogo era o Vitória. Procurámos muito este triunfo e dedicámo-lo aos adeptos, muitos deles não estiveram aqui devido ao preço dos bilhetes, que era caro. Ainda no último jogo enchemos as Aves, mas, atendendo à época, é normal não ter tantos adeptos.
Foi importante ter as dinâmicas bem alinhadas. Conseguimos criar dúvida nas alas e, à medida que o tempo passa, acho que a equipa, embora ainda longe do que eu queria e que, sinceramente, não vamos atingir até ao final da época, já tem alguns pormenores muito interessantes.
O Vitória é um clube enorme e quem o representa tem de estar ao nível. A equipa apresentou alguma instabilidade durante o ano. Mas ganhar no terreno do Gil Vicente deixa-nos contentes. Primeiro porque conquistámos os três pontos e depois porque é um adversário que, em casa, é uma equipa muito difícil de bater".
