
Recorde aqui as incidências do encontro
No penúltimo dos 20 dérbis do Minho desta temporada no campeonato, César Peixoto optou por não fazer qualquer mudança e manter a confiança no onze que empatou com o Tondela na última jornada (2-2) para voltar ao assalto ao quinto lugar. Por outro lado, Gil Lameiras mexeu em três peças desde o empate com o AFS, lançando Miguel Maga, Diogo Sousa, e Noah Saviolo.

Domínio vitoriano esbarra no ferro e no VAR
A equipa de Guimarães entrou em campo com a lição bem estudada e retirou ao Gil Vicente a sua arma mais forte: a posse de bola. Noah Saviolo, em plano de destaque, foi um autêntico quebra-cabeças para Zé Carlos, explorando a profundidade e obrigando os galos a sucessivos erros na fase de construção. Apesar da iniciativa forasteira, o Gil Vicente ia respondendo com posicionamento e tentava, através de Murilo Souza, espreitar transições rápidas que pudessem surpreender Charles.
O jogo aqueceu verdadeiramente perto da meia hora. Gustavo Varela teve nos pés a melhor ocasião dos visitados, numa cavalgada de meio campo que só não deu golo devido a uma boa intervenção de Charles. Na resposta, Noah Saviolo acertou no ferro e, na recarga, Gustavo Silva empurrou para o golo, mas o avançado brasileiro estava em fora de jogo por 29 centímetros. Na reta final da primeira parte, a toada manteve-se e o intervalo chegou sem que o marcador funcionasse, deixando tudo em aberto para uma segunda parte de nervos para as aspirações continentais de Barcelos.
Após um susto inicial provocado por Samu Silva e Noah Saviolo, o Gil Vicente assumiu o controlo das operações e viveu, entre os 57 e os 62 minutos, a sua melhor fase no encontro. Os barcelenses encostaram o Vitória SC às cordas: Agustín Moreira isolou-se mas permitiu a defesa de Charles, Luís Esteves obrigou o brasileiro a novo voo e Gustavo Varela viu um cabeceamento rasar a trave. Parecia apenas uma questão de tempo até ser celebrado o golo da casa, com a equipa de César Peixoto a viver o seu melhor período na partida.
Eficácia à meia-volta castiga melhor Gil Vicente
Contudo, a máxima do futebol quem não marca, sofre confirmou-se de forma impiedosa ao minuto 66. O Vitória operou uma dupla substituição que viria a ser decisiva. Apenas dois minutos após entrar, Gonçalo Nogueira aproveitou um passe longo desastroso de Espigares, recuperou a bola e serviu Gustavo Silva na zona da meia-lua: Com um remate à meia-volta colocado e indefensável para Dani Figueira, o brasileiro silenciou Barcelos.
O Gil Vicente não se deixou abater e tentou uma reação imediata. Gustavo Varela, o homem mais perigoso dos visitados, voltou a testar Charles aos 69 minutos com um remate cruzado que obrigou o guarda-redes a defesa apertada para canto. A pressão dos galos intensificou-se, principalmente após a entrada do recém-recuperado Hector Hernández, que ameaçou o empate por duas vezes.
No entanto, os gilistas esbarraram na defensiva vitoriana e não foram capazes de evitar a derrota que os deixa no sexto lugar, a um ponto do Famalicão, que no domingo enfrenta o SC Braga. Já o Vitória SC subiu ao sétimo lugar, mas está a sete pontos do rival desta noite.
Melhor em campo Flashcsore: Gustavo Silva (Vitória SC).

