Taça do Rei: Real Sociedad vence Atlético de Madrid nos penáltis com Guedes em destaque (2-3*)

Barrene festeja o primeiro golo da Real
Barrene festeja o primeiro golo da RealReuters

A Real Sociedad sagrou-se campeã da Taça do Rei depois de vencer o Atlético de Madrid na marcação de grandes penalidades por 3-4. Por duas vezes, os donostiarras adiantaram-se no tempo regulamentar, com golos de Barrenetxea, assistido por Gonçalo Guedes logo aos 15 segundos, e de Oyarzabal, de penálti mesmo antes do intervalo. Os colchoneros empataram noutras duas ocasiões, com tentos de Lookman e Julián Álvarez, mas na lotaria final, o prémio maior sorriu aos txuri-urdin graças às duas defesas de Marrero e ao último golo de Pablo Marín.

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Todas as finais são imprevisíveis. Mas quando, aos 15 segundos, já há uma equipa a festejar um golo, tudo muda por completo. Tanto para quem marca, que foi a Real, como para quem sofre, que foi o Atleti.

Pontuações dos jogadores
Pontuações dos jogadoresFlashscore

O golo mais rápido da Taça

Um passe longo de Marrero, um mau salto de Nahuel, um cruzamento de Guedes e um cabeceamento de Barrenetxea perante a passividade de Ruggeri. E a bola, em câmara lenta, mas indiferente aos esforços de Musso para a travar. 0-1 e a Taça do Rei ficava logo em aberto.

Simeone pediu imediatamente calma aos seus jogadores, que não conseguiam acreditar no que tinha acontecido. Lookman foi o primeiro a recompor-se do choque, o que mais incomodou a defesa adversária, o que conquistou uma falta que Julián Álvarez cobrou de forma brilhante. Tal como foi notável a reação de Marrero ao tirar a bola em cima da linha. Os rojiblancos, com os olhos cheios de raiva, procuravam desesperadamente o empate. Precisavam dele, embora a Real se defendesse bem, sem deixar Griezmann pensar ou Julián receber. Mas esqueceram-se de Ademola Lookman, que recebeu na área e não hesitou em armar o pé esquerdo para fazer o 1-1.

O capitão não falha, Musso sim

Com o empate, o Atleti respirou fundo e os de Matarazzo aproveitaram para voltar a aparecer junto da baliza de Musso. Guedes, num efeito óptico que fez metade da Cartuja gritar golo, e Carlos Soler, após mais um erro de Ruggeri, estiveram perto do segundo dos txuri-urdin. Os colchoneros escaparam por pouco, só viam luz quando encontravam Lookman e Griezmann, e sofriam imenso com as arrancadas de Barrene.

E ainda sofreram mais quando Musso apanhou o mau dia de Ruggeri e saiu completamente fora de tempo a um cruzamento, atropelando Guedes. Penálti claro que o infalível Oyarzabal transformou no 1-2 mesmo ao minuto 45.

Simeone deu um voto de confiança aos seus pupilos após o intervalo, apesar da fragilidade dos laterais e de Giuliano não trazer a energia habitual pelo flanco. Llorente teve de aparecer por ali para oferecer um passe de luxo a Lookman, que tentou a sua sorte. Mas era tão pouco o que a equipa criava no ataque que Cholo não esperou mais para mexer. Primeiro, Sorloth e Nico. Depois, Álex Baena e Almada. Incompreensível que um dos substituídos tenha sido Lookman. Também Griezmann. 

Apesar de tudo, o Atleti não encontrava forma de ferir o adversário. As ideias esgotavam-se, o tempo apertava... apareceu Julián para mostrar o seu talento de craque. Uma finta magnífica e um remate ainda mais belo e preciso para assinar o 2-2 ao minuto 82. La Araña está em grande.

O golpe foi duro para os donostiarras. Sentiam a Taça tão perto que lhes custou aceitar o novo empate. E o castigo teria sido ainda maior, não fosse Baena, após mais uma arrancada de Llorente, atirar para fora um remate que em 99 de 100 vezes não se falha. Momentos complicados que conseguiram superar para forçar o prolongamento.

Nesse tempo extra, o jogo virou. A Real dominou mais e melhor. Llorente, já muito fatigado, ainda encontrou forças para negar um golo a Oskarsson. Tal como Musso, que se agigantou perante o norueguês para travar outro lance claríssimo. Vida extra para o Atleti e, sobretudo, para Julián Álvarez, que agradeceu com um remate fortíssimo ao poste. Que golo teria sido. Mas a verdade é que já não havia mais de onde tirar forças, nem de um lado nem do outro. Os penáltis iriam decidir tudo.

E nessa série, Marrero defendeu os dois primeiros remates de Sorloth e Julián Álvarez, e embora Musso tenha feito o mesmo ao tiro de Oskarsson, ninguém mais falhou na Real, onde um jovem da formação como Pablo Marín colocou o ponto final para levantar a quarta Taça do Rei da história da Real Sociedad.

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