Recorde as incidências da partida
Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):
“Dedico a vitória aos nossos adeptos e ao grupo de trabalho. Não passámos a ser uma má equipa, não passámos a ser incompetentes (pelos sete jogos consecutivos sem vencer).
Jogamos num campeonato muito difícil, contra boas equipas e bons treinadores. Tirando o jogo do FC Porto (3-0), em que fomos dominados e não tivemos hipóteses, nunca fomos dominados (nos sete jogos sem vencer). Perdemos alguma qualidade no nosso jogo, mas houve muita aprendizagem. Os jogadores têm honrado ao máximo a camisola que vestem.
Foi um jogo difícil, com uma intensidade muito alta. O Estoril não teve problemas em ‘partir’ o jogo. O Estoril não teve receio em desequilibrar-se. Tivemos muitas oportunidades de transição. Desperdiçámos algumas situações. Estivemos muito bem no momento defensivo. Conseguimos pressionar muito. Algumas bolas entraram no nosso bloco, mas o Estoril tem muita qualidade. Criámos muitas oportunidades. Por outro lado, é muito difícil não conceder oportunidades contra uma equipa com mais de 50 golos marcados e cujo melhor marcador (Begraoui) tem 19.
Dá ânimo (o triunfo para as quatro jornadas que restam). O que manda no nosso dia a dia é o processo, mas sabemos que os resultados têm impacto. Quando há muitos jogos sem ganhar, cria-se o espetro de que o Moreirense já não é uma boa equipa e já ‘gastou as fichas todas’. Não estamos a ser tão competentes contra as equipas de baixo (da tabela) como na primeira volta, mas também tem de se dar mérito a essas equipas”.
Ian Cathro (treinador do Estoril Praia):
“A vida não é justa, e o futebol ainda menos.
Não vale a pena avaliar a justiça do resultado. Não fizemos uma grande primeira parte, mas também não fomos a pior equipa do mundo na primeira parte. Faltou mais dinâmica para passarmos para a zona avançada do terreno. Não tivemos muito volume. No golo, temos a bola à frente da nossa área. Entrou. Acontece num jogo de futebol.
Na segunda parte, melhorámos. Senti a nossa equipa com dinâmica e intensidade. Não fizemos golos. Por isso, o resultado fica 1-0. Ainda não conseguimos o objetivo para esta época. Temos de olhar para o que temos verdadeiramente de fazer para o próximo jogo (com o Famalicão).
O Joel (Robles) sentiu-se mal no dia antes do jogo. Isso criou essa oportunidade para o Martin (Turk). Pela maneira como trabalha todos os dias, merecia (jogar). O Joel Robles tem sido incrivelmente importante na nossa evolução nas duas últimas épocas. Por isso, tem sido mais difícil para o Martin ter espaço. É um guarda-redes que tem potencial.
Não temos de pensar muito em ‘quebrar’ ciclos (a propósito das quatro derrotas seguidas). O que temos de fazer como equipa e como grupo é perceber quando, onde, como e porque estamos a falhar. E temos de perceber o que temos de fazer para que isto não se mantenha como padrão para a frente. Nestes últimos quatro jogos, não fomos inferiores neles todos. Não conseguimos resultados. Encaramos os jogos que faltam com serenidade emocional. Temos de fazer as coisas passo a passo”.
