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Liga Portugal: Botelho da Costa satisfeito, van der Gaag desiludido “não vai ser fácil”

O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, elogiou a exibição dos minhotos diante do Marítimo (3-1)
O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, elogiou a exibição dos minhotos diante do Marítimo (3-1)ESTELA SILVA/LUSA

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Moreirense-Marítimo (3-1), da sexta jornada da Liga Portugal, que decorreu esta segunda-feira no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense): 

“O Marítimo entra melhor do que nós. Entrámos um bocadinho na expectativa, talvez com um pouco de ansiedade. Não deixávamos de vir de duas derrotas. A partir do momento em que conseguimos estabilizar a nossa posse, tivemos mais confiança. Com o golo, tivemos ainda mais confiança. O Marítimo teve posses de bola longas, mas tivemos sucesso a defender a nossa baliza e não permitimos oportunidades.

Sabíamos que poderíamos tirar proveito da posse de bola do Marítimo para conseguir transições para o ataque. Não trememos com o golo sofrido, que surge contra a ‘corrente’ do jogo, mas demos resposta. Estamos ainda bastante longe do que queremos ser, mas estou satisfeito com o grupo de jogadores à nossa disposição.

Aposta em Manuel Mendonça e Tiago Andrade. A nível de projeto, o Moreirense virou-se mais para estes jogadores. Sentir que têm qualidade é o mais importante. Jogadores que vêm de contextos de equipa grande vêm mais preparados a nível de conhecimento do jogo e de diferentes dinâmicas táticas. Mudámos muita gente do meio-campo para a frente. É normal que as coisas levem o seu tempo. Não é fácil os jogadores adquirirem o que queremos passar”.

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Mitchell van der Gaag (treinador do Marítimo): 

“O futebol tem 90 minutos. Começámos bem o jogo. Antes do jogo, falámos sobre o Moreirense. Sabíamos que é muito forte na transição ofensiva. Tínhamos de ser fortes na posse para não perdermos a bola facilmente. Até começámos bem e chegámos à grande área adversária.

Depois sofremos golo e tornou-se mais fácil para o Moreirense. Esta é uma lição importante, porque há equipas a olhar de forma diferente para nós. Tivemos muito tempo a bola no meio-campo adversário, mas faltou criar oportunidades. Depois do 2-1, arriscámos tudo no jogo direto. Tentámos tudo, mas não ganhámos a segunda bola. Com o penálti, perdemos pela terceira vez consecutiva.

O Moreirense tem um pressing forte e jogadores rápidos. Sofremos um primeiro golo na sequência de uma bola parada. No segundo, houve uma falha da nossa linha defensiva. Esta caminhada na Liga Portugal não vai ser fácil. Caímos. Temos de nos levantar para continuar”.

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