Liga: Sotiris lamenta falta de eficácia do Rio Ave, Henriques focado na dignidade do AFS

João Henriques quer AFS a ultrapassar marca dos 15 pontos
João Henriques quer AFS a ultrapassar marca dos 15 pontosJOSÉ COELHO/LUSA

Declarações, em conferência de imprensa, após o jogo Rio Ave-AFS (2-2), da 30.º jornada da Liga Portugal, disputado na sexta-feira no Estádio do Rio Ave, em Vila do Conde

Recorde aqui as incidências do encontro

Sotiris Silaidopoulos (treinador do Rio Ave):

“Tivemos cinco grandes oportunidades e, se tivéssemos marcado, teria sido um jogo diferente. Acho que jogámos muito bem. Na primeira parte, o AVS só nos criou um lance de verdadeiro perigo. De resto, foi de domínio nosso.

Fico com os aspetos positivos, como a boa organização da equipa, as muitas oportunidades que criámos e também a reação depois do golo, continuando a criar até ao fim. Acredito que, se tivéssemos aproveitado algumas situações, o jogo teria sido diferente.

Claro que isto deixa um sabor amargo, porque jogámos em casa, mas não tenho dúvidas sobre o desempenho da equipa nem sobre as oportunidades que criámos. Também houve algumas decisões (de arbitragem) que poderiam ter sido diferentes, pelo menos em termos de análise. Mas isso são coisas que nem sempre acontecem a nosso favor. Ainda assim, há aspetos que temos de melhorar e corrigir. Coisas que nos podem ajudar a subir de nível.

Acredito que somos uma muito boa equipa e que merecíamos estar mais acima na classificação, mas há sempre pequenos detalhes que acabam por definir os resultados. Como disse, fizemos um jogo muito bom. Queríamos ganhar, e a equipa mostrou vontade, ambição e determinação até ao último minuto. Temos de olhar em frente, continuar a trabalhar e agora focar-nos no próximo jogo frente ao Vitória SC".

João Henriques (treinador do AFS):

“Analisando tudo o que aconteceu, tanto na primeira como na segunda parte, foi um jogo bom, com duas equipas a tentar vencer. Nós soubemos aproveitar os espaços, criámos oportunidades, conseguimos marcar dois golos de bola parada. Tivemos ainda mais algumas boas situações em transição para fazer mais golos e demonstrámos, mais uma vez, que por mera infelicidade, em algumas situações, não conseguimos outro resultado. Fomos competitivos, fomos uma equipa presente do início ao fim. Não nos desmoronámos, mesmo tendo sofrido um golo da forma como sofremos.

Infelizmente, a época está a terminar. Gostávamos que estivesse agora no início, porque, com toda a certeza, seríamos uma das boas surpresas da Liga. Os jogadores demonstraram novamente que têm competência. Neste momento temos equipa, somos competitivos e, sem dúvida, vir jogar fora, criar as oportunidades que criámos, fazer dois golos, foi muito positivo para nós, na situação em que nos encontramos.

Desde que estou no clube, a equipa tem sido, na maioria dos jogos, competitiva. É verdade que tivemos dois ou três jogos menos conseguidos, mas, no geral, fomos sempre competitivos e temos valorizado os ativos do clube, o que é importante.

A questão desportiva está refletida na classificação, mas a questão financeira, que também faz parte do nosso trabalho, temos de continuar, potenciando jogadores. Vamos focar-nos nos micro-objetivos desportivos até ao final da época. Queremos ultrapassar os 15 pontos, que é a marca da pior prestação de sempre na Liga, e não queremos ficar associados a isso, e queremos vencer fora.

A manutenção já não depende de nós, dependemos de outros resultados. Mas vamos concentrar-nos na nossa prestação individual e coletiva, continuar a ser competitivos. Não precisamos de melhor motivação do que essa”.

Leia a crónica e veja os golos