Candidato mais votado entre as quatro listas a sufrágio, ao reunir 2.028 dos 6.642 votos contabilizados (30,5%), apenas mais dois do que a Lista C, encabeçada por Viriato Sampaio (30,5%), o sócio número 5.592 dos vimaranenses defendeu que é necessário promover a “humanização” do funcionamento do clube e a aproximação entre os sócios.
“Uma das grandes bandeiras (da campanha) era a humanização e a união, que é uma responsabilidade do presidente e da liderança. Se ganhasse com 90% e não tivesse comunicação também podia ter problemas. A questão da humanização é fundamental”, disse aos jornalistas, após conhecidos os resultados das eleições.
O empresário e contabilista, de 47 anos, que integrou os órgãos sociais do clube nos últimos quatro anos, como vice-presidente do Conselho Fiscal, entre 2022 e 2024, e vice-presidente da direção liderada por António Miguel Cardoso, considerou que é preciso melhorar a situação financeira da SAD e trabalhar a próxima época desportiva, com “muita comunicação com os sócios”.
Grato aos associados que se deslocaram às urnas para votar, o candidato pela Lista D reconheceu que esperava “uma jornada taco a taco” entre as candidaturas sob escrutínio, no caso a Lista A, liderada por Belmiro Pinto dos Santos, a Lista B, liderada por Júlio Vieira de Castro, e a Lista C, de Viriato Sampaio.
“Tinha a noção de que ia ser uma jornada muito taco a taco, com quatro listas com quatro grandes vitorianos. Por dois votos se ganha, por dois se perde. O mais importante é que o Vitória se una para conquistarmos o futuro”, salientou.
Rui Rodrigues recusou ainda comentar o pedido de recontagem da votação por parte da Lista C, após o advogado Diogo Leite Ribeiro, nome escolhido pela candidatura para representar o Vitória na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) caso fosse eleita, se deslocar ao Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense para dialogar com o presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Henrique Faria.
Terceiro candidato mais votado, com 20%, após reunir a preferência de 1.372 sócios, Belmiro Pinto dos Santos adiantou, em comunicado, que “foi uma honra chegar até cada freguesia, ouvir cada sócio e partilhar a visão para o futuro do Vitória”, e vincou que, independentemente do resultado, “a paixão pelo clube” une todos os sócios.
Candidato pela segunda vez, após ter obtido 47,6% dos votos na eleição que perdeu para Júlio Mendes, em 2018, Júlio Vieira de Castro obteve 16,4% dos votos (1.092) e disse à Lusa que “os sócios decidiram”, que os resultados merecem ser respeitados e que é preciso “união em torno do Vitória Sport Clube".
À frente da lista mais votada, Rui Rodrigues conta com Silvério Alves, João Nuno Pacheco, Ricardo Teixeira Freitas e Célia Magalhães, primeira mulher eleita para um cargo diretivo na história do clube, como nomes eleitos para a vice-presidência.
Luís Filipe Silva foi eleito presidente da Mesa da Assembleia Geral, Rui Castro Dias vai liderar o Conselho Fiscal e Ana Margarida Teixeira assumirá a presidência do Conselho de Jurisdição.
Os estatutos do Vitória de Guimarães, que atribuem um voto a cada sócio do clube, não preveem a realização de segunda volta nas assembleias gerais eleitorais.
