Recorde aqui as incidências do encontro
Carlos Vicens (treinador do SC Braga):
“Gostaria de ter terminado a época com uma vitória, controlámos a maior parte do jogo, mas chegámos com menos energia a este jogo. Não conseguimos traduzir o domínio em muitas ocasiões, mas suficientes para ganhar o jogo. Não pôde ser e temos que nos confrontar com o empate. Aproveitámos também para ver vários jovens a competir.
A temporada começou muito cedo, houve uma acumulação muito grande de jogos e a equipa foi mostrando o seu crescimento. Pelo caminho houve altos e baixos, depois tivemos fases com menos jogadores disponíveis, menos energia nas pernas, mas lutámos em todos os jogos para ganhar. Foi a primeira temporada em Braga e estou feliz de fazer parte deste clube, desta cidade e de treinar este grupo de jogadores.
Agora é descansar e voltar com energia porque vamos precisar. Temos o primeiro jogo oficial a 23 de julho (primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa) porque teremos um adversário que vem de uma ronda anterior e terá a ilusão de nos querer ganhar.
(Melhor e pior momento) É difícil eleger um, mas ver a equipa competir em Sevilha diante do Betis (na segunda mão dos quartos de final da Liga Europa) foi um dos mais felizes da temporada. Nas meias-finais (com o Friburgo), também fizemos um grande jogo, não quero dizer que foi o pior momento, mas ficou a sensação de quase termos conseguido chegar a uma final. Também são dois momentos muito recentes.
(Titularidade de Luisinho) O Luís está a trabalhar bem e, por isso, fez parte da equipa titular hoje, está cada vez melhor. Como outros, está perto de fazer parte da primeira equipa do Braga, mas terá que trabalhar muito duro.
(João Moutinho e Paulo Oliveira acabam contrato) São dois jogadores-chave para o balneário, dois líderes. O João teve mais participação que o Paulo, que teve uma lesão e lhe custou a reentrar na equipa, mas voltou a ser importante nesta fase final. Vamos ver com o clube e com eles a melhor opção para ambas as partes. Mas tenho que tirar o chapéu a jogadores como eles, que ajudam a perceber o que é ser Braga e no compromisso diário”.
Cristiano Bacci (treinador do Estrela da Amadora):
“Tenho que ter cabeça fria neste momento, mas não é fácil. Hoje, as emoções foram incríveis, mas no final merecemos isto. Desde que cheguei, toda a família do Estrela da Amadora ajudou e empurrou os jogadores e o que se viu hoje em campo é mérito de todos, do presidente até ao roupeiro. Por isso, parabéns porque o Estrela da Amadora merece ficar na Liga.
Aceitar um desafio como este não era fácil, só um maluco como eu o podia fazer. Foi normal fazer isto (chorar após o fim do jogo), foi emoção pura, e eu sou assim, puro, o que se viu sou eu, não tenho outra cara.
A equipa do Estrela tem qualidade individual, mas infelizmente, na segunda volta, a confiança baixou, a equipa começou a perder jogos e os jogadores são humanos, começaram a perder a confiança e o meu trabalho foi por aí, trabalhar a cabeça antes do trabalho de campo. Houve jogadores importantes que podiam ajudar que não estavam confiantes e foi esse aspeto mental acima de tudo.
(Continuidade na próxima época) Agora é altura de aproveitar um bocadinho e, depois, vou falar com quem tenho que falar. O certo é que gostei muito de treinar o Estrela da Amadora, é um clube importante, foi muito importante para a minha carreira treinar o Estrela, um clube com alma, dos antigos. Estou muito feliz por o Estrela da Amadora ficar na Liga”.
