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Trata-se de um regresso à Madeira, pois o técnico, de 53 anos, natural de Tomar, orientou o Marítimo em 2022/23, contando ainda com passagens, no primeiro escalão, por Paços de Ferreira, Santa Clara, Vitória SC e Moreirense.
A apresentação surge um dia depois da vitória do Nacional na receção ao SC Braga (1-0), num jogo em que a equipa insular foi orientada pelo treinador interino Bruno Abreu.
Refira-se que João Henriques é o terceiro treinador do Nacional em 2026/27, depois de João Gião e Alexandre Santos. A estreia está prevista para o próximo domingo, dia 1 de novembro, em Arouca.
João Henriques: "Foi fácil aceitar o convite"
"Queria, antes de mais, agradecer a confiança manifestada pelo presidente. Foi uma conversa simples, rápida e franca com o presidente e, por isso, foi fácil aceitar o convite", revelou o técnico, que assinou um contrato válido até final da temporada.
Numa apresentação que teve lugar no Estádio da Madeira, no Funchal, Henriques, de 53 anos, não se mostrou preocupado por ser o terceiro treinador do clube esta época, sucedendo a João Gião, demitido à passagem da quarta jornada, e Alexandre Santos, que rumou ao Petro de Luanda após derrotas nos quatro jogos disputados.
O treinador, natural de Tomar, sublinhou que isso "não traz mais peso" à nova equipa técnica por si liderada, tendo ainda enaltecido o triunfo de domingo frente ao SC Braga, por 1-0, sob a liderança do interino Bruno Abreu, num resultado que permite encarar os próximos desafios com mais confiança.

"O facto de ser o terceiro treinador do Nacional nesta época é sinal de que algo não corria bem. Contudo, o mais importante, agora, é olhar para o futuro com confiança. Esperemos que o resto da época seja repleto de sucesso", notou.
Questionado sobre a defesa a cinco que o Nacional apresentou diante do SC Braga, João Henriques confessou que o 4x3x3 é o seu modelo preferencial, mas fez questão de referir que as "dinâmicas são mais importantes do que qualquer sistema", sendo que o mais importante é dar conforto e "tirar o melhor partido" das características dos jogadores para "ganhar jogos".
Sentado ao lado do técnico, o presidente Rui Alves aproveitou também para agradecer ao interino Bruno Abreu pelo trabalho desenvolvido na passagem de testemunho, coroado com um triunfo perante o conjunto minhoto.

O líder do emblema alvinegro assumiu que esta é uma época "um pouco diferente do habitual" em virtude das sucessivas mudanças de treinador, ainda assim, enfatizou que o clube dará o "suporte necessário para o êxito" da nova equipa técnica.
João Henriques chega acompanhado pelos adjuntos João Correia e Gonçalo Magalhães, pelo preparador físico Alberto Carvalho e ainda por João Serrão, treinador de guarda-redes, ao passo que o analista Martim Gonçalves e o fisiologista Gonçalo Trindade transitam do corpo técnico anterior.
Ao fim de nove jornadas, o Nacional ocupa o 15.° lugar na I Liga, fora da zona de despromoção, com sete pontos, tantos quantos os do Casa Pia, 16.°, em zona de disputa de play-off de manutenção, e do Rio Ave, 17.°, em zona de descida direta.
A estreia do novo timoneiro está marcada para domingo, na visita ao Arouca, quinto classificado, com 17 pontos, em partida da 10.ª jornada, no Estádio Municipal de Arouca.
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