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“Enquanto na Liga 2 tínhamos à volta de 4,6 ME, na Liga temos uma receita de cerca de 11 ME, portanto, é um salto muito grande, o que nos permite encarar o futuro com alguma esperança e confiança de que tudo irá correr bem”, referiu aos jornalistas o presidente da direção, Carlos André Gomes.
No final da Assembleia Geral (AG), na qual os resultados foram aprovados pela maioria do capital social presente e sendo o clube detentor de 91%, o dirigente justificou o prejuízo pela decisão de preservar o plantel para lutar pela subida à Liga na temporada passada e a ausência de venda de jogadores no último exercício contabilístico.
"Depois, houve um aumento na parte dos custos com o pessoal, que tem a ver com os prémios contratuais relativos à subida de dívida distribuídos por toda a estrutura do futebol", complementou.
Outro dos pontos consistiu em aprovar a política de remuneração dos titulares do órgão de administração da sociedade, com aumentos de cerca de 35% para o presidente da direção, Carlos André Gomes, e 15% para o vice-presidente, Jorge Freitas, numa medida igualmente aprovada por maioria.
"Quando assumimos a presidência do conselho de administração, éramos três administradores executivos em regime de exclusividade. Entretanto, há um dos administradores que sai e o trabalho desse administrador é absorvido pelos dois administradores que ficaram", explicou o líder verde-rubro.
Com a saída de João Moura no início da época, o "trabalho do antigo diretor-desportivo passou também a ser feito pelo presidente e pelo vice-presidente", o que também justifica este aumento no vencimento de ambos os administradores.
Decorridas sete jornadas da Liga, o Marítimo ocupa o 11.º lugar, com oito pontos, tantos quantos os de Gil Vicente (nono), Alverca (10.º) e Moreirense (12.º).
O próximo compromisso oficial do emblema insular está marcado para sábado, às 18:00, com a receção ao FC Porto, atual campeão nacional e líder isolado do campeonato, em partida a contar para a oitava jornada.

