Acompanhe o Sporting-Académico no Flashscore
A surpreendente eliminação da Taça de Portugal, na visita ao Fátima, foi um contratempo numa temporada que, até ao momento, tem superado as expectativas. O Académico de Viseu prepara agora o regresso ao campeonato, onde se tem afirmado como uma das grandes sensações da época, fruto de quatro vitórias consecutivas nas últimas quatro jornadas. Um registo histórico para o emblema viseense no principal escalão do futebol português.
Foram 37 anos de espera pelo regresso à elite e Viseu tem feito questão de mostrar que sentiu a ausência. A cidade abraçou o Académico e transformou o Estádio do Fontelo num dos grandes pontos de encontro do futebol nacional. Os números comprovam-no: o clube apresenta uma das melhores taxas de ocupação da Liga Portugal, a par dos três denominados grandes.

Um entusiasmo que se tem refletido dentro das quatro linhas e ajudado a impulsionar a equipa orientada por Bruno Pinheiro, obrigada a ultrapassar rapidamente a desilusão na prova rainha para voltar a concentrar atenções no campeonato e na Taça da Liga.
E o calendário não podia ser mais exigente. Nos próximos dias, o Académico de Viseu terá pela frente Sporting, em Alvalade, e FC Porto, no Dragão, em dois testes de elevado grau de dificuldade que prometem colocar à prova a consistência, a personalidade e a capacidade de resistência dos viriatos.
Antes de dois desafios de peso, o Flashscore apresenta os pilares que sustentam uma das grandes revelações da Liga Portugal.

Ewerton - guarda-redes
A baliza foi o setor que sofreu mais alterações da temporada passada para a atual. O brasileiro Ewerton foi o primeiro a chegar a Viseu, praticamente desconhecido da esmagadora maioria dos adeptos, uma vez que vinha da Série C do Brasil, equivalente ao terceiro escalão. Poucos meses depois, porém, já são raros os que não conhecem o camisola 98 dos viriatos.
O cartão de visita não podia ter sido mais impressionante. Oito defesas na deslocação ao Estádio da Luz, diante do Benfica (2-2), foram determinantes para o Académico conquistar um ponto na jornada inaugural. Seguiram-se exibições de grande nível, nomeadamente na visita a Barcelos (0-1) e na receção ao Estoril (2-1), encontro em que foi eleito o melhor em campo pelo Flashscore.

Os números ajudam a explicar a importância que rapidamente conquistou na equipa de Bruno Pinheiro. São já 36 defesas em oito jornadas, uma média de 4,5 por encontro, registo que coloca o guarda-redes brasileiro entre os destaques da posição neste arranque de campeonato.

Anthony Correia - defesa-central
Nenhum dos centrais do Académico de Viseu tinha experiência no principal escalão do futebol português à entrada para esta temporada, mas Anthony Correia tem demonstrado, dentro das quatro linhas, que a qualidade não se mede apenas pelo currículo.
Aos 27 anos, o defesa-central luso-francês assumiu-se como a voz de comando no eixo defensivo da equipa de Bruno Pinheiro, revelando maturidade, segurança e capacidade de liderança num contexto de exigência acrescida.

Mas a sua importância vai muito além das tarefas defensivas. Forte na leitura de jogo e no posicionamento, Anthony Correia destaca-se também pela tranquilidade com bola nos pés e pela capacidade de participar na primeira fase de construção, uma característica importante na forma como os viriatos procuram sair a jogar.

Soufiane Messeguem - médio
O médio alemão foi uma das primeiras grandes apostas da atual administração da SAD do Académico de Viseu. Chegou à cidade em 2022 e, desde então, foi conquistando o seu espaço até se tornar numa das peças fundamentais da caminhada que culminou com o tão desejado regresso ao principal escalão do futebol português.
Aos 25 anos, Messeguem atravessa um dos melhores momentos da carreira e assume-se como um dos pilares da turma viseense. Um verdadeiro médio box-to-box, capaz de percorrer grandes distâncias, dar equilíbrio ao meio-campo e marcar presença nas diferentes fases do jogo.

A versatilidade é uma das suas principais armas. Tanto aparece em zonas mais recuadas, para ajudar na recuperação da bola e na organização defensiva, como surge em terrenos adiantados, onde acrescenta dinâmica e capacidade de ligação ao ataque.
Acompanhe o FC Porto-Académico no Flashscore

Cihan Kahraman - médio
O Académico de Viseu chegou a despedir-se do seu mago turco, mas, em boa hora, conseguiu convencer Kahraman a regressar à cidade para voltar a vestir a camisola. Uma decisão que se tem revelado acertada, já que o médio ofensivo é hoje uma das principais figuras da equipa orientada por Bruno Pinheiro.
Com uma enorme qualidade técnica e uma apetência natural para aparecer em zonas de decisão, Kahraman é daqueles jogadores capazes de transformar uma jogada aparentemente inofensiva numa oportunidade de golo. A criatividade, a visão de jogo e a facilidade com que encontra espaços entre linhas fazem dele uma das principais referências ofensivas do Académico.

E os números não deixam margem para dúvidas: um golo e quatro assistências neste arranque de campeonato, registo que demonstra a influência do turco na dinâmica ofensiva da equipa viseense.

André Clóvis - avançado
Em Viseu, falar de André Clóvis é falar de golos. O avançado brasileiro tornou-se uma das grandes referências do Académico, com números que dispensam grandes apresentações: 81 golos em 157 jogos, quatro dos quais apontados na presente temporada. Um registo que espelha a importância do camisola 33 e a sua capacidade para fazer a diferença nos momentos de decisão.
Mas reduzir André Clóvis aos golos seria ignorar muito daquilo que oferece à equipa viseense. Longe de ser apenas um finalizador de área, o brasileiro destaca-se pela mobilidade, inteligência na ocupação dos espaços e capacidade para participar na construção ofensiva, muitas vezes em zonas mais recuadas, onde oferece linhas de passe e soluções aos companheiros.


