Em cima dos 89 mil metros cúbicos de betão do Dragão já se festejaram vitórias europeias e mundiais, um Tetra e um Tri, tocaram os Rolling Stones e os Coldplay, decidiram-se finais da Champions e da Liga das Nações, e quase 16 milhões de espetadores assistiram aos jogos do FC Porto.
Muitos portistas terão dificuldade em eleger o melhor momento ali vivido, outros nem tanto.
Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, optou pelo jogo do título em plena pandemia, contra o Sporting
"Em 20 anos aqui ganhámos 11 campeonatos e vencemos a Champions. 20 anos depois eu espero que nos 20 anos que se vão suceder vençamos o mesmo, já não peço mais, do que vencemos nestes 20 anos", afirmou Pinto da Costa, ao Porto Canal, lembrando que durante este período os dragões conquistaram 7 Taças de Portugal, 9 Supertaças, 1 Taça da Liga, 1 Liga Europa e 1 Taça Intercontinental, totalizando assim 31 títulos conquistados nos últimos 20 anos.
"Que este dia seja marcado como uma recordação, mas sobretudo como uma obrigação de continuar a lutar pelos êxitos. No próximo dia 13 de dezembro, aqui neste estádio, garantir mais um êxito que será a qualificação para os oitavos de final da Champions, no jogo contra o Shakhtar", desejou o presidente do FC Porto.
Já Sérgio Conceição optou pelo jogo da consagração, diante do Feirense, em 2018. Certo é que não faltam momentos dourados.
Quanto a Vítor Baía, quis recordar a importância da conquista da Liga dos Campeões em 2004, equipa da qual fez parte.
"Quando se começa a história do estádio sendo campeão da Europa, a partir daí o ADN está lá, o espírito de vitória também está sempre presente", afirmou o atual vice-presidente do FC Porto.
"Este estádio viveu momentos extraordinários. Que os próximos 20 anos também sejam repletos de sucessos", desejou o antigo guarda-redes internacional português.
O bis de McCarthy ao Manchester United que abriu caminho rumo a Gelsenkirchen, o golo de Kelvin ao minuto 92, os 5-0 ao Benfica em 2010, a goleada ao Villarreal no ano seguinte, os triunfos sobre o Chelsea de Mourinho, o Arsenal de Wenger, o Bayern de Guardiola, a reviravolta no prolongamento frente à Roma... difícil é escolher entre os 478 jogos, 365 vitórias e 1.052 golos qual o melhor momento do Estádio do Dragão.
Derlei assinou o primeiro na noite da inauguração, Maniche abriu a contagem oficial meses depois, Otávio marcou o mais rápido no passado 28 de dezembro (23 segundos), Evanilson o mais tardio em maio último (124 minutos), o quarentão Pepe atingiu o estatuto de goleador mais experiente na receção ao Antuérpia, Fábio Silva já era o mais jovem (17 anos) e Falcao o autor do (único) póquer que afundou o submarino amarelo.
Sérgio Conceição é habitué no banco da casa (163 jogos), Helton o atleta com mais presenças (159), Jackson Martínez o grande artilheiro (49 golos), Alex Telles o melhor assistente (41), o Marítimo e o Rio Ave as maiores presas (50), a baliza Sul o alvo predileto (557) e o minuto 78 o momento preferido para o FC Porto marcar (18).
