Recorde as incidências do encontro
Dois velhos conhecidos dos tempos de Liga 2, Marítimo e Académico encontraram-se ainda em estado de graça. Apesar de não ter vencido nas primeiras duas jornadas, a equipa beirã arrancou um empate moralizador no Estádio da Luz e chegou com confiança aos Barreiros para defrontar um dos líderes do campeonato.

Reencontro de Primeira
A boa imagem deixada nas duas primeiras jornadas contagiou o Marítimo numa fase inicial da partida, mas o fôlego da equipa de Mitchell van der Gaag não durou muito. Depois de Clóvis ameaçar pela primeira vez a baliza insular, a partida equilibrou e o Académico encontrou mesmo alguma estabilidade no encontro.

De pedra e cal na baliza madeirense, Alfonso Pastor negou o golo do avançado brasileiro, num cabeceamento perigoso, aos 10 minutos do encontro, e brilhou para evitar o golo da jornada de André Ceitil (23'), que arriscou a sorte num disparo do meio-campo. No entanto, o guardião espanhol não conseguiu fazer mais milagres.
A equipa de Bruno Pinheiro passou a controlar o ritmo da partida, com Kahraman e Messeguem a dominarem o meio-campo, e chegou à vantagem de bola parada, uma receita que já tinha dado frutos no Estádio da Luz. Na sequência de um lançamento lateral, Anthony Correia ganhou nas alturas a Igor Júlião e, à segunda oportunidade, Clóvis (25') não desperdiçou, apesar do toque de Pastor, que quase evitou o 0-1.
Na pausa para hidratação, Mitchell van der Gaag mostrou um quadro tático aos jogadores, mas as instruções do técnico insular não surtiram efeito. Martin Tejón e Simo Bouzaidi continuaram apagados e o jogo do Marítimo ressentiu-se. Como se não bastasse, Rafael Fernandes, um dos melhores da equipa nas duas primeiras jornadas, não viu Messeguem (45+2') fugir-lhe nas costas e, de cabeça, ofereceu o 0-2 ao médio viseense, que até estava em dificuldades físicas depois de fazer uma entorse momentos antes.
Caldeirão dos Barreiros entrou em embulição
Se o fim da primeira parte condicionou a resposta maritimista na segunda parte, o arranque após o intervalo quase foi fatal para a equipa da casa, que viu o 0-3 do Académico, na primeira jogada após a pausa, ser anulado por fora de jogo de Anthony Correia (47'), num lance a meias com André Clóvis, que introduziu a bola na baliza de Pastor.

Depois daquele bom recomeço, o Académico passou a jogar condicionado pelo amarelo de Messeguem. Não na prática, porque o médio continuava em campo, mas na teoria. Conhecido por empurrar o Marítimo nos momentos em que mais precisa, o Caldeirão dos Barreiros motivou a equipa de Mitchell van der Gaag e o primeiro sinal veio dos pés de Tejón, que tentou aparecer na segunda parte. O remate passou ao lado da baliza de Ewerton, mas foi o suficiente para empolgar ainda mais os adeptos insulares.

Ao ver o estado das bancadas e a confiança dos jogadores, van der Gaag assumiu o risco e subiu as linhas. O Académico quase aproveitou, por Gohi, que rematou por cima, mas o 1-2 acabou mesmo por aparecer. Paulo Henrique (70'), no meio de uma série de ressaltos, também aproveitou um lançamento lateral para animar ainda mais as bancadas.
Se a equipa acreditou com a desvantagem de dois golos, ficou ainda mais fácil quando a margem reduziu e nem uma tentativa do Académico para voltar a chegar com perigo à área insular fez encolher a equipa da casa. Um penálti cometido por Messeguem sobre Butzke (87'), convertido pelo próprio, acabou por deixar os adeptos mais satisfeitos. Houvesse mais minutos...
Homem do jogo Flashscore: Anthony Correia (Académico de Viseu)

