Regressos
A partida da 11.ª jornada em Barcelos arrancou com uma homenagem a Andrew. Ausente dos últimos jogos do Gil Vicente, o guarda-redes esteve integrado na seleção do Brasil que ganhou os Jogos Pan-Americanos e ofereceu a camisola da canarinha a Francisco Dias da Silva, líder gilista antes do jogo em que retomou a baliza do conjunto de Barcelos.
Foi uma das quatro novidades promovidas por Vítor Campelos, conjuntamente com Né Lopes, Kiko e Pedro Tiba.
No lado do Rio Ave, Luís Freire apostou exatamente na mesma equipa que venceu o Boavista na ronda anterior.

Papéis invertidos
Apesar de estar a jogar fora, o Rio Ave entrou de uma forma impositiva e dominou completamente as operações no primeiro tempo. Mais confiante depois de ter colocado um ponto final a cinco derrotas consecutivas, os comandados de Luís Freire dominaram a posse de bola e manietaram as operações durante os primeiros 45 minutos, mas faltou mais assertividade na hora de chegar à baliza.

Costinha obrigou Andrew a uma boa defesa logo aos cinco minutos e Boateng disparou às malhas laterais aos 27 minutos, nos dois principais lances de perigo dos vila-condenses no primeiro tempo.
Reveja aqui as principais incidências da partida
Quanto ao Gil Vicente sentia dificuldades incaracterísticas em casa. Com 10 pontos em 11 jornadas da Liga, os comandados de Vítor Campelos só pontuaram em Barcelos e costumam dominar como anfitriões, mas diante do Rio Ave, o melhor que conseguiram nos primeiros 45 minutos foi um remate de Baturina, aos 19 minutos, que saiu ao lado.

A bola parada
A segunda parte começou com a mesma toada e foi preciso um lance de bola parada para desamarrar um jogo que, apesar de estar a ser bem disputado e interessante do ponto de vista tático, estava a precisar de mais baliza.
Aos 57 minutos, Guga bateu um livre no lado esquerdo, Boateng viu Andrew negar-lhe o golo com uma grande defesa, mas na recarga Miguel Nóbrega estreou-se a marcar com a camisola vila-condense e colocou a equipa de Luís Freire em vantagem.
O factor casa
Se há coisa que este Gil Vicente já demonstrou é que em casa apresenta uma resiliência fora do normal. O SC Braga percebeu isso na nona jornada e desta vez foi o Rio Ave.
Numa partida em que os homens do meio-campo, nomeadamente Maxime Domínguez e Fujimoto, sentiam dificuldades para fazer chegar a bola ao ataque, a equipa de Barcelos chegou ao golo numa jogada mais direta.

Pedro Tiba recebeu a bola na zona dos centrais e lançou Miguel Monteiro que fez um grande golaço. Estreia a marcar para o avançado de 20 anos que tinha sido lançado seis minutos antes na partida.
O empate fez o jogo partir-se. A bola passou a andar mais perto de uma e de outra baliza, mas ninguém conseguiu encontrar novamente o caminho do golo. Quem esteve mais perto foi o Gil Vicente, mas Jhonatan agigantou-se aos 85 minutos e com uma grande defesa negou o golo a Murilo.
O resultado acaba por não servir a nenhum dos lados. O Rio Ave somou o segundo jogo consecutivo sem perder, mas não consegue aproveitar o deslize do Casa Pia e mantém-se no 16.º lugar, com nove pontos, em zona de play-off de manutenção. Já o Gil Vicente está no 11.º posto, com 11 pontos.
Homem do jogo Flashscore: Costinha (Rio Ave)

