A cerimónia realizou-se num cemitério de Pérez, localidade vizinha de Rosário, e terminou por volta do meio-dia argentino.
O encontro de familiares e amigos decorreu sob um forte sigilo e com um grande dispositivo de segurança, que começou a ser levantado progressivamente após o final da cerimónia, constataram jornalistas da AFP no local.
Leo Messi chegou no sábado à noite acompanhado da sua esposa, Antonela Roccuzzo, e dos seus filhos num voo privado vindo dos Estados Unidos e permanece desde então junto do resto da sua família, em Rosário, após a morte do seu pai.
Nas imediações do cemitério concentraram-se jornalistas, polícias e alguns adeptos, vários deles com presentes para se despedirem de Jorge Messi, uma figura central na vida e carreira do capitão da Albiceleste, tanto como pai como no papel de representante.
"Vim ontem também, à noite, e fiz este cartaz porque sei o que é perder um ente querido", disse à AFP Lucas Blanco, de 15 anos, que trouxe um cartaz feito por ele próprio com a mensagem "Força Messi" e o colocou numa grade à entrada do cemitério.
A família não revelou a causa da morte, embora o diário argentino Clarín tenha referido que sofria de cancro e esteve internado durante vários meses, inclusive durante o Mundial-2026.
A situação de Jorge Messi tornou-se pública durante o Mundial da América do Norte, quando o camisola 10 desatou a chorar após marcar um dos seus golos frente à Argélia, numa cena que foi associada ao estado de saúde do seu pai.
Após esse episódio, a família confirmou que Jorge estava sob tratamento médico sem dar mais detalhes. Assim que terminou o torneio, o capitão argentino viajou para Rosário para o acompanhar.
Rosário despede-se de Jorge Messi
No cemitério El Prado acumulavam-se nas grades cartazes com as mensagens "Força flia (família) Messi" ou "Força Messi, amo-te sempre", que acompanhavam uma coroa de flores, observou a AFP no local.
O fanatismo dos argentinos pelo antigo jogador do Barcelona e do Paris-Saint Germain é inversamente proporcional à afluência de pessoas que se deslocou ao cemitério.
Ana e Carlos vieram da cidade de Três Arroyos, no sul da província de Buenos Aires. "Fizemos 700 quilómetros para estar aqui, queríamos apoiar o Leo neste momento", disse Carlos.
A sua esposa Ana mostrou-se surpreendida pela pouca quantidade de pessoas no acesso ao cemitério: "Pensávamos que ia estar muita gente, mas mesmo assim queremos estar aqui para apoiar a família neste momento tão difícil".
A casa onde nasceu Messi transformou-se num altar devido à quantidade de ofertas, cartas, cartazes e flores que os adeptos deixaram à porta.
Situada na cidade de Rosário, a 300 km a norte de Buenos Aires, a modesta casa de dois andares ficou coberta de bandeiras da Argentina e mensagens de apoio ao craque do futebol.
