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Análise: Como o Brighton continua a contrariar as probabilidades na Premier League

Fabian Hurzeler celebra triunfo do Brighton
Fabian Hurzeler celebra triunfo do BrightonEvery Second Media / Shutterstock Editorial / Profimedia

Com oito jornadas disputadas na atual temporada da Premier League, o Brighton ocupa, com todo o mérito, o terceiro lugar, atrás apenas do Manchester City e do Arsenal na tabela.

Acompanhe as incidências do encontro

Os 23 golos marcados são o melhor registo do principal escalão inglês até ao momento, enquanto os sete sofridos só são superados pelos Gunners (cinco) e pelo Leeds United (seis).

Um excelente início de temporada

No espaço de três dias, esta semana, a equipa de Fabian Hurzeler vai defrontar por duas vezes o City de Enzo Maresca. Primeiro na Taça da Liga inglesa e depois no campeonato, com ambos os jogos a terem lugar no Estádio Etihad.

Embora nada vá ser ganho ou perdido em outubro, o desempenho dos Seagulls nesses dois jogos poderá dar uma ideia mais clara sobre se o atual momento de forma é apenas fogo de vista ou se a equipa pode ser considerada uma verdadeira candidata nesta temporada.

Apesar de não terem marcado nos dois últimos jogos, com uma derrota por 2-0 frente ao Liverpool e um empate sem golos no terreno do Jablonec na Liga Conferência, o Brighton já goleou de forma convincente os Gunners (3-0), marcou cinco golos tanto frente ao Crystal Palace como ao Coventry, deu a volta a uma desvantagem de 2-0 em Old Trafford para eliminar o Manchester Utd da Taça da Liga (2-3) e marcou três golos fora frente ao Chelsea, acabando por perder por 4-3 num emocionante encontro em Stamford Bridge.

Tem sido uma verdadeira montanha-russa para o clube em 2026/27, mas ninguém pode dizer que não merece ocupar o lugar cimeiro em que se encontra.

Melhoria constante sob o comando de Hurzeler

Desde que Hurzeler chegou, no verão de 2024, o Brighton teve certamente os seus momentos e a sua forma de jogar manteve-se alinhada com o que já se tinha visto sob o comando de Roberto De Zerbi.

Futebol ofensivo e de iniciativa, com ênfase na saída de bola desde a defesa e na utilização dos corredores tanto quanto possível.

Brighton é 3.º na Premier League
Brighton é 3.º na Premier LeagueFlashscore

À semelhança dos seguidores de Guardiola deste mundo, Hurzeler privilegia um estilo de jogo baseado na posse de bola, que assenta na existência constante de um homem livre e em jogadores confortáveis com a bola.

Isso começa no guarda-redes e estende-se por toda a espinha dorsal da equipa.

Enquanto Tony Bloom acertou nas decisões fora do relvado e ajudou o Brighton a consolidar-se como um verdadeiro clube da Premier League — nada mau, tendo em conta que esteve muito perto de fechar portas em 1997 —, Hurzeler está a cumprir a sua missão dentro dele.

Grandes contratações compensam perdas importantes

Aos 33 anos, é o treinador mais jovem da Premier League e provou claramente o seu valor nas últimas duas temporadas, ao ponto de já ninguém questionar a sua idade.

É, naturalmente, o homem que faz tudo funcionar, mas Hurzeler será provavelmente o primeiro a tirar o chapéu à equipa responsável pelo recrutamento.

Apesar de ter sido necessário pagar 54 milhões de euros para contratar Luka Vuskovic, contratações como Costinha, por 13 milhões de euros, e Pascal Struijk, por 23 milhões de euros, revelaram-se negócios de enorme inteligência.

Também não se pode ignorar o facto de terem permitido a saída de Carlos Baleba e Jan Paul Van Hecke, dois dos seus melhores jogadores. Além disso, perderam a experiência de jogadores como Danny Welbeck e Joel Veltman, entre outros.

Um plantel ambicioso e determinado

É, por isso, uma prova extraordinária da forma como o clube trabalha em todas as áreas, o que lhe permitiu florescer.

Se outros clubes, sobretudo os que sobem do Championship, procurassem um modelo para perceber o que é necessário para ter sucesso no principal escalão inglês, não precisariam de procurar além do Estádio AMEX.

Últimos jogos do Brighton
Últimos jogos do BrightonFlashscore

Embora ainda falte muito, muito tempo para o fim da atual temporada, há algo de diferente nos Seagulls esta temporada.

É como se os últimos 12 a 24 meses tivessem ensinado algumas lições a Hurzeler e à sua equipa técnica e, depois de aprenderem com essas experiências, estivessem a aplicar esse conhecimento da melhor forma possível.

Como o Liverpool demonstrou no último jogo, também vão perder partidas. No entanto, e isso é o mais importante, os adversários terão de lutar até ao fim contra um plantel cheio de jogadores ambiciosos, determinados a provar ao treinador que merecem um lugar no onze inicial.

As equipas que conquistarem os três pontos frente ao Brighton terão feito por merecê-los, porque este plantel renovado e melhorado dos Seagulls está com vontade de vencer e encara claramente com entusiasmo o desafio de já não ser considerado o favorito à derrota.

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