Os rumores de que a Premier League pode finalmente aplicar uma sanção ao clube por eventuais violações de regulamentos estão a ganhar força, tal como a ideia de que Pep Guardiola pode finalmente decidir passar o testemunho do comando técnico a outra pessoa.
Bernardo Silva vai deixar o Man City este verão
No entanto, talvez o momento mais marcante de todos seja mesmo a saída do atual capitão, Bernardo Silva.
O médio de 31 anos já anunciou que esta será a sua última época no clube que serviu com distinção desde que chegou vindo do Mónaco em 2017.
É difícil descrever por palavras a importância que o português teve para Guardiola e para a equipa ao longo dos seus nove anos no Etihad Stadium.
Desde logo, a sua disponibilidade foi incomparável. Só em 2020/21 é que participou em menos de 33 jogos numa época de Premier League com 38 jornadas (32 até agora em 2025/26).
Mais jogos disputados e mais passes realizados
Atualmente, soma um total de 444 jogos, um registo sem igual, dos quais foi titular em 351, outro número que ninguém conseguiu igualar.
O acumulado de minutos em campo chega aos 31.715, quase mais 8.000 do que o colega mais próximo (Kevin De Bruyne - 23.853).
Com 74 golos marcados e 74 assistências em todas as competições, este é um registo excecional que demonstra a qualidade do jogador ao mais alto nível do desporto.

Sem esquecer a precisão de passe de 89,4%, após completar 18.328 dos seus 20.501 passes, e a recuperação de posse em 1.577 ocasiões (apenas Rodri o fez mais vezes - 2.068 - no mesmo período).
Os 566 desarmes realizados por Bernardo Silva desde que chegou ao clube também são o registo mais elevado do plantel, com apenas os 531 de Rodri a aproximarem-se, embora o espanhol tenha uma taxa de sucesso superior neste aspeto (60,3% contra 54,8%), o que se compreende tendo em conta as funções distintas de ambos.
Ninguém tentou mais duelos individuais
Um aspeto pouco falado é a forma como o português se mostra incansável, com e sem bola.
Além da técnica refinada que o distingue como jogador especial, também gosta de disputar lances físicos com os adversários, algo que se reflete nos seus 3.194 duelos individuais tentados, mais do que qualquer outro elemento do plantel.

Com 19 títulos conquistados desde que chegou ao City (e a possibilidade de mais dois), em resumo, Bernardo Silva tem tudo o que se pode pedir, e apesar de completar 32 anos no início da época 2026/27, ainda tem alguns anos para dar ao mais alto nível.
A questão é perceber onde poderá continuar a carreira.
Sem hipótese de rumar à Arábia Saudita
É pouco provável que se mude para a Arábia Saudita, apesar das evidentes vantagens financeiras, e os dois clubes mais apontados como possíveis destinos nesta fase são o Barcelona e o Arsenal, ambos a oferecer perspetivas bastante diferentes ao jogador.
Bernardo Silva encaixa perfeitamente na exigência física e no ritmo elevado da Premier League e, ao lado de jogadores como Declan Rice, acrescentaria profundidade a um meio-campo do Arsenal que tem vindo a perder fulgor ao longo desta época.

Custa a acreditar que trocasse o Noroeste pela capital, tendo em conta a rivalidade entre os Gunners e o City nos últimos anos.
O Barcelona oferece um clima mais ameno e, do ponto de vista desportivo, o clube está novamente em ascensão e beneficiaria da experiência e conhecimento do português.
Poucas transferências livres melhores, se é que existe alguma
O problema para os catalães é que o meio-campo está bastante preenchido e, a menos que estejam a pensar vender um ou mais jogadores do atual plantel, a contratação de Bernardo Silva não faz muito sentido nesta altura.
Se estiver disposto a aceitar uma rotação regular por parte de Hansi Flick, então a mudança pode ser viável, mas seria pedir muito a um jogador que ainda merece ser titular.
Naturalmente, pode acontecer que Flick e o diretor desportivo, Deco, considerem que Bernardo Silva tem precisamente aquilo que falta ao Barça e, nesse caso, alguém do plantel teria de sair.
Não esqueçamos que, seja qual for o clube que o jogador escolha, chegará a custo zero, por isso será que Gunners ou catalães podem mesmo dar-se ao luxo de desperdiçar esta oportunidade?

