Centenários e a conquista da Europa: os maiores momentos de Pep Guardiola no Manchester City

O Manchester City de Pep Guardiola conquistou a Liga dos Campeões em 2023
O Manchester City de Pep Guardiola conquistou a Liga dos Campeões em 2023Flaviu Buboi / NurPhoto / NurPhoto via AFP

Pep Guardiola despede-se do Manchester City após uma década recheada de troféus, consolidando o seu estatuto como um dos maiores treinadores da história do futebol.

AFP Sport destaca alguns dos momentos mais marcantes dos seus 20 troféus em 10 anos, que transformaram o Manchester City numa potência do futebol inglês.

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100 pontos

Depois de uma primeira época desapontante em Inglaterra, o projeto de Guardiola no Etihad ganhou asas numa campanha histórica em 2017/18.

O City conquistou o título da Premier League, tornando-se a primeira e única equipa da história do escalão principal inglês a atingir os 100 pontos. Marcaram 106 golos nesse percurso, alcançando também a melhor diferença de golos de sempre na era Premier League, com +79.

"Cinquenta pontos em casa, 50 pontos fora. É incrível", afirmou Guardiola.

Triplete doméstico

Na época seguinte, o City defendeu o título com 98 pontos e precisou de cada um deles para travar o Liverpool naquela que foi, provavelmente, a mais emocionante luta pelo título da Premier League de sempre.

Os homens de Guardiola venceram os últimos 14 jogos do campeonato para conquistar o título e prolongar a espera do Liverpool por um título de liga para 30 anos.

"Vou recordar sempre o maior rival e as batalhas incríveis que tivemos entre nós", disse Guardiola sobre o desafio colocado pelos Reds de Jurgen Klopp.

Mas o City não ficou por aí numa época novamente histórica.

Ao levantar também a Taça da Liga e ao golear o Watford por 6-0 na final da Taça de Inglaterra, tornaram-se a única equipa a conquistar o triplete doméstico no futebol inglês.

O sonho da Liga dos Campeões concretizado

Para o clube e para o seu aclamado treinador, a Liga dos Campeões foi sempre uma fonte constante de desilusão numa era de domínio interno.

Concretizar o sonho de conquistar a Europa foi uma das principais motivações para trazer Guardiola para Manchester.

Mas tiveram de esperar até à sétima época para o conseguir, em 2023.

Uma goleada por 4-0 ao Real Madrid na segunda mão das meias-finais destaca-se como, provavelmente, o ponto mais alto de todo o seu reinado. Um triunfo sofrido por 1-0 frente ao Inter de Milão em Istambul fechou o ciclo e, ao fazê-lo, garantiu mais um capítulo histórico para os adeptos do City.

Igualaram o feito do Manchester United em 1998/99, sendo as únicas equipas inglesas a conquistar, na mesma época, a Premier League, a Liga dos Campeões e a Taça de Inglaterra.

Quatro seguidos

Os últimos anos da década de Guardiola não atingiram os mesmos patamares, mas houve ainda mais um título da Premier League para estabelecer outro marco significativo. O City tornou-se a primeira equipa inglesa a conquistar quatro títulos consecutivos do escalão principal, após mais uma disputa titânica.

Um Arsenal em ascensão, orientado pelo antigo adjunto de Guardiola, Mikel Arteta, foi desta vez a vítima da série imparável do City na reta final da época.

Os Gunners somaram 89 pontos, mas ficaram pelo caminho, já que o City venceu os seus últimos nove jogos.

20 é obra

O ponto mais baixo do reinado de Guardiola surgiu na época 2024/25, quando um plantel exausto e fustigado por lesões conseguiu, a certa altura, apenas uma vitória em 13 jogos.

Mas mostrou a capacidade de dar a volta por cima e despediu-se com mais troféus, mesmo que o City tenha ficado à beira de novo triplete.

O bis de Nico O'Reilly valeu um triunfo por 2-0 sobre o Arsenal e deu a Guardiola a sua quinta Taça da Liga em março. Depois, um desvio de Antoine Semenyo garantiu a Taça de Inglaterra e o 20.º troféu em 10 anos.

Desta vez, o Arsenal levou a melhor na luta pelo título, mas Guardiola sabia que o seu legado já estava escrito.

"Eles não precisam de esperar que eu saia, sabem que fui divertido", afirmou quando questionado se a sua grandeza só será verdadeiramente reconhecida depois de deixar Inglaterra: "Lutar por 20 (troféus) em 10 anos, não está nada mal, sinceramente."