Manchester United 3-2 Liverpool
Num jogo que prometia ter enormes implicações na luta pelos quatro primeiros lugares, o United entrou de forma assertiva e chegou cedo ao golo. Houve alguma dose de sorte, já que Matheus Cunha precisou de duas tentativas para ver um remate de pé esquerdo, ainda desviado, aninhar-se no canto da baliza, mas foi um prémio justo para a entrada dos anfitriões.

A equipa da casa voltou a colher os frutos dos esforços antes dos primeiros 15 minutos. Freddie Woodman ainda negou o golo de Benjamin Šeško à queima-roupa, mas o avançado apareceu no sítio certo, à hora certa, após um cruzamento da esquerda, com Woodman a defender o cabeceamento de Bruno Fernandes e o ex-Leipzig a encostar para um 2-0 polémico, por alegado toque na mão que não foi considerado pelo VAR.
Cody Gakpo esteve perto de reduzir a desvantagem ao atirar colocado, a rasar o poste, com Senne Lammens já batido, mas o United não se deixou abalar por esse aviso e ficou perto do terceiro, quando uma remate de Bruno Fernandes passou a centímetros do poste.
O apito para o intervalo de Darren England foi bem recebido pelo Liverpool, que aproveitou para reorganizar ideias após uma primeira parte abaixo do esperado, na qual até pode considerar-se afortunado por estar apenas a perder por dois golos, apesar de Ryan Gravenberch ainda ter testado Lammens nos instantes finais.
A equipa de Arne Slot não podia ter começado pior a segunda parte, mas acabou por ter o arranque ideal quando o suplente lançado ao intervalo, Amad Diallo, perdeu a bola a meio-campo para Dominik Szoboszlai. O húngaro percorreu cerca percorreu vários metros e finalizou com frieza para o canto inferior.
O Liverpool consumou uma reviravolta que parecia impensável aos 10 minutos da segunda parte, novamente fruto de um erro individual do United: um passe de Lammens foi intercetado por Alexis Mac Allister, antes de Szoboszlai assistir Gakpo para encostar para a baliza deserta.
O United parecia de rastos nessa fase, mas reagiu nos minutos finais e voltou a colocar-se em vantagem. O Liverpool aliviou de forma incompleta um cruzamento de Luke Shaw e Kobbie Mainoo aproveitou a sobra à entrada da área para rematar colocado para o fundo das redes, perante a euforia do Stretford End.
Gakpo ainda voltou a testar Lammens na fase final, com os visitantes à procura do empate, mas sem sucesso. O Manchester United segurou a vantagem e confirmou um lugar no top-5 com uma vitória de prestígio e mais um argumento de peso para Michael Carrick na luta para segurar o cargo em definitivo. Já a derrota do Liverpool não deverá ser decisiva nas contas do top-5, tendo em conta a vantagem de seis pontos com três jornadas por disputar.

