O Donnarumma, de 27 anos, e Alessia Elefante foram amarrados e ameaçados durante o aterrorizante episódio no seu luxuoso apartamento na Avenida Montaigne, no centro de Paris, em julho de 2023, ouviu-se no tribunal da capital francesa. Na altura do assalto, o internacional italiano jogava pelo Paris Saint-Germain, mas transferiu-se para o Manchester City em 2025.
Os procuradores do Tribunal Criminal de Paris solicitaram penas de prisão entre quatro e 10 anos para os três homens acusados de terem orquestrado ou participado no assalto violento. A pena mais pesada, de 10 anos, foi pedida para Ilyas Kherbouch, de 21 anos, conhecido como "Ganito", que ganhou notoriedade após a sua audaciosa fuga da prisão de Villepinte, em Sena-Saint-Denis, a norte de Paris, em março passado.
Os procuradores pediram penas de nove e seis anos, respetivamente, para os seus coarguidos Khyan M., de 22 anos, conhecido como "Kiki", que, tal como Kherbouch, é suspeito de ter orquestrado o assalto violento a partir da sua cela, e Moktar D., um dos alegados assaltantes.
Nas primeiras horas de 21 de julho de 2023, Donnarumma e a sua noiva foram abruptamente acordados e mantidos em cativeiro por quatro homens encapuzados que invadiram o seu luxuoso apartamento no nono andar através dos telhados.
A companheira do futebolista sofreu um aborto espontâneo, atribuído ao trauma vivido nessa noite, segundo o tribunal.
Um grupo de sete homens – alguns ainda por identificar – fugiu em poucos minutos com dinheiro, joias, relógios e malas de luxo, cujo valor o futebolista italiano estimou em pouco menos de um milhão de euros.

O exclusivo bairro da Avenida Montaigne tem sido "alvo de uma população criminosa cada vez mais jovem", referiu o procurador nas alegações finais, enumerando sete celebridades que foram vítimas entre 2022 e 2025. É uma forma de criminalidade "altamente lucrativa" e "extremamente violenta", que tem como alvo "os seus próprios ídolos", acrescentou a acusação.
O segundo e último dia deste mediático julgamento decorreu com tranquilidade, com Kherbouch a pedir desculpa aos polícias que insultou de forma violenta na quinta-feira, bem como ao tribunal. Os dois alegados cabecilhas da operação negaram qualquer envolvimento durante o interrogatório, apesar das mensagens e imagens recuperadas dos telemóveis que utilizavam enquanto estavam detidos.
Moktar D., o único arguido presente no local do assalto, afirmou que apenas atuou como vigia, posicionado no topo de um edifício em frente ao apartamento do casal. O seu amigo de infância, também implicado no caso e acusado de ser informador, suicidou-se na prisão.
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