Simons ingressou na academia de La Masia com sete anos, sendo visto como uma grande promessa desde muito cedo, numa geração que também incluía jogadores que hoje fazem parte da equipa principal do Barcelona, como Alejandro Balde, Fermín Lopez e Marc Casadó.
No entanto, após nove anos, Simons não conseguiu chegar à equipa principal do Barcelona e aceitou juntar-se ao PSG. O jogador de 23 anos deu mostras do seu talento em passagens de destaque pelo PSV e pelo Leipzig, antes de assinar pelo Tottenham no último verão.
Uma grave lesão no joelho encurtou a sua primeira época no norte de Londres e impediu-o de disputar o Mundial-2026 com os Países Baixos, numa altura em que a sua relação complicada com o Barça continua a ser tema de atualidade.
"Era evidente do lado do Barça que não acreditavam em mim. Nessa altura, optei por não me pronunciar porque estava apenas focado no futebol, mas disseram-me: 'Temos outros jogadores em quem acreditamos e queremos oferecer-te um contrato, mas tu não és realmente um jogador que faz parte do projeto'", revelou ao podcast The Sports Agents.
"Passei lá toda a minha vida. Vivi tudo naquele lugar, toda a minha infância foi ali, adoro o clube. Simplesmente preferiram outros rapazes naquela altura e é assim mesmo. Saí para um projeto muito ambicioso no PSG aos 16 anos, a treinar com os melhores jogadores do mundo, por isso a decisão foi fácil", apontou.
Simons referiu ainda que a sua recuperação após a rotura do ligamento cruzado anterior está a correr bem e que deverá voltar a jogar pelo Tottenham antes do final de 2026.

