Recorde as incidências da partida

Com o objetivo de se tornar a primeira equipa fora dos gigantes de Glasgow a conquistar a Liga escocesa desde o Aberdeen de Alex Ferguson em 1984/85, o Hearts aumentou a vantagem no topo para quatro pontos.
No entanto, o Celtic pode reduzir a diferença para apenas um ponto se vencer em casa o Rangers, e sabe agora que, ao triunfar nos três jogos que faltam, garante a revalidação do título, sendo que o Hearts ainda terá de visitar o Celtic Park na última jornada.
Os pontos perdidos pelo Hearts significam que o Rangers também não está matematicamente afastado da luta pelo título, estando a oito pontos do topo com três jogos por disputar.
O treinador do Hearts, Derek McInnes, ficou furioso por a sua equipa não ter beneficiado de uma grande penalidade nos instantes finais, já que o árbitro Steven McLean manteve a decisão inicial, apesar de ter sido chamado pelo VAR para rever um possível penálti cometido por Tawanda Maswanhise sobre Alexandros Kyzirids.
Pela quinta partida consecutiva, os comandados de McInnes tiveram de recuperar de uma desvantagem.
Stephen Kingsley introduziu a bola na própria baliza, pressionado por Ibrahim Said, aos 25 minutos.
Lawrence Shankland podia ter dado o melhor início ao Hearts, mas o seu remate foi travado por Stephen O'Donnell com a baliza escancarada.
O internacional escocês redimiu-se pouco antes do intervalo, finalizando com classe após Calum Ward apenas conseguir desviar o remate de Michael Steinwender.
O'Donnell ainda pensou ter devolvido a vantagem ao Motherwell no início da segunda parte, mas o golo foi anulado por fora de jogo.
Depois surgiu o momento polémico na outra área, quando o Hearts não viu ser-lhe assinalada grande penalidade após Maswanhise pisar Kyzirids num canto.
McInnes foi admoestado na sequência da decisão do árbitro em manter a sua posição inicial.
O Hearts lançou-se para a frente, mas não conseguiu encontrar o golo da vitória que poderia ter permitido discutir o título em casa frente ao Falkirk, na quarta-feira.

