"Estamos prontos e conscientes de que este é um jogo importante para nós, para eles e para a cidade. É sempre uma motivação extra, dá-lhe algo de especial. A classificação não conta, nada conta. Só conta mostrar a nossa melhor versão e sair vencedores", disse Crisitan Chivu na véspera do dérbi frente ao Milan.
"Sete dérbis sem ganhar? Temos de encará-lo como o décimo jogo do campeonato, sem olhar para a classificação. Se não ganhamos há sete dérbis, é uma pergunta que devemos fazer, mas isso não significa que os jogadores não se tenham empenhado nesses sete jogos. Também depende dos acontecimentos. É preciso equilíbrio e motivação. Os outros não oferecem nada", apontou.

Do Inter dominante ao Inter provinciano
"Temos de encontrar alguma mentalidade de equipa pequena quando não temos a bola, fome e organização, e arregaçar as mangas sem a presunção de pensar que temos jogadores fortes capazes de resolver tudo", acrescentou o treinador dos nerazzurri.

Chivu e o novo estádio
"Novo estádio? Há uma armadilha, porque existem os adeptos do Meazza e compreendo-os, porque joguei lá, mas também sou a favor da inovação, dessas coisas que podem criar mais-valias importantes para os proprietários e para as receitas. O mundo avança e, sem dinheiro, não se sobrevive no mundo do futebol. São bem-vindas as novidades", acrescenta Chivu, ao falar do projeto do novo Generali Stadium, apresentado na quinta-feira.
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"Ao mesmo tempo, tenho pena dos nostálgicos como eu, mas o mundo avança. O novo pode assustar no início, mas depois pode dar-te satisfações. Se vou treinar naquele estádio em 2031/32? Não digo nada... faltam quatro anos. Treinar o Inter e enfrentar juízos e preconceitos que se transformam em sentenças é difícil. Se a cultura desportiva mudar e chegarem os resultados, terei menos cabelos brancos e não acabarei no hospital como alguns dos meus colegas... É a verdade", admite, com um sorriso também algo amargo.



