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O encontro aconteceu na quarta-feira, na Gávea, com a presença de 56 conselheiros. Segundo o ge, a reunião recalculou as finanças rubro-negras e confirmou que o clube deve encerrar 2026 no vermelho, com um défice estimado em 40 milhões de reais (cerca de 6 milhões de euros).
O número representa um rombo de cerca de 220 milhões de reais (cerca de 36 milhões de euros) em relação ao orçamento original, que previa superávit de 180 milhões de reais (29 milhões de euros). Diante do cenário, Bap projetou uma temporada ainda mais difícil financeiramente para todos os clubes do país.
Aposta em jogadores livres
A estratégia da direção para 2027 é reforçar o plantel apenas com atletas livres no mercado, sem gastar com a compra de direitos económicos. O modelo já foi usado nas chegadas de Jorginho e Danilo.
A ideia é atrair jogadores em fim de contrato com salários mais altos. A aposta é que outros clubes estarão em situação financeira mais complicada, com mais dificuldade para segurar seus atletas.
A Comissão Permanente de Finanças do clube defendeu a receita de “gastar menos e vender mais” para equilibrar as contas. Nessa linha, Bap estabeleceu a meta de arrecadar entre 40 e 45 milhões de euros com vendas. O presidente garantiu, porém, que não vai negociar peças importantes.
Os erros de 2026
Bap também foi cobrado pelos conselheiros. A principal dúvida era como um ano em que se falou em gastar mil milhões de reais terminaria com prejuízo. Entre os erros reconhecidos pelo presidente está a negociação de Wallace Yan.
O Flamengo recusou uma primeira oferta de 10 milhões de euros do Bragantino pelo atacante. Na última janela, acabou vendendo o jogador ao mesmo clube por 6 milhões de euros, mais um atleta da formação.
Sem citar nomes, Bap disse ainda que a venda de dois jovens da formação no meio do ano teria resolvido o problema financeiro de 2026. Um deles é o central João Victor, por quem o clube vem recusando propostas de cerca de 10 milhões de euros.
O dirigente também comentou a contratação de Lucas Paquetá, alvo de críticas da oposição pelo custo total de 52 milhões de euros. Segundo Bap, o investimento não teria sido feito se a Direção soubesse que algumas receitas previstas não se confirmariam. Entre elas, citou a venda frustrada de Plata, o fracasso na negociação dos naming rights do Maracanã e a suspensão do patrocínio principal.

Apesar do resultado negativo, o Flamengo minimizou o aumento do endividamento em nota oficial. Segundo o clube, os índices permanecem “em níveis confortáveis”.
A alavancagem, que mede a relação entre a dívida e a capacidade de gerar caixa, está em 1,2 vez comparada ao EBITDA recorrente. Em dezembro de 2024, o índice era de 1,8 vez. Na prática, segundo o Flamengo, o clube conseguiria quitar toda a dívida em pouco mais de um ano apenas com o caixa gerado pela operação.
