Juventus 1-1 Verona
As ambições europeias da Juventus, que procurava aproveitar o deslize do Milan diante do Sassuolo, esbarraram num Hellas Verona já matematicamente despromovido, mas determinado a tornar o final de época o menos amargo possível. Logo aos dois minutos surgiu o primeiro aviso dos anfitriões: um cruzamento de Cambiaso encontrou McKennie, cujo desvio de cabeça foi travado pela defesa. Pouco depois, Kelly criou perigo após um canto, mas Montipò segurou sem dificuldades.

O início foi claramente dominado pelos visitados, que tentaram subir as linhas e apostar nos corredores. No entanto, o Verona complicou os planos ofensivos da Juve com um bloco baixo e uma linha de cinco muito cautelosa. Aos 16 minutos, Francisco Conceição tentou animar a equipa com um remate de primeira, mas Montipò defendeu em dois tempos. O jogo aqueceu à passagem da meia hora: David desperdiçou uma ocasião flagrante e, aos 26 minutos, Bremer cabeceou à barra após cruzamento de Kalulu.
Contudo, o futebol castigou quem desperdiçou. Aos 34 minutos, no momento de maior pressão da Juventus, chegou o balde de água fria: um erro defensivo de Bremer deixou a baliza aberta para Bowie, que não perdoou e fez o golo do Verona na primeira verdadeira investida ofensiva. A resposta foi imediata, com Cambiaso a testar Edmundsson, mas ao intervalo o marcador assinalava uma vantagem surpreendente para os visitantes.
No reatamento, Spalletti lançou Dusan Vlahovic para o lugar de Khéphren Thuram. A Juventus entrou forte e Conceição continuou a ser o principal agitador, servindo David para um remate que saiu por cima. A estratégia do Verona manteve-se fiel ao bloco fechado, mas aos 61 minutos Bernede derrubou Francisco Conceição à entrada da área. Chamado a bater o livre, Vlahovic restabeleceu a igualdade e estreou-se a marcar sob o comando de Spalletti.
O final da partida foi um autêntico assédio à baliza de Montipò, que brilhou a remates de Conceição. Já nos descontos, aos 90+2 minutos, a Juventus quase operou a reviravolta por intermédio de Zhegrova, mas o seu remate rasteiro foi travado pelo poste. O encontro terminou com um 1-1 frustrante para a Vecchia Signora que não conseguiu igualar o Milan na tabela, enquanto o Verona somou um ponto honroso em Turim.

Sassuolo 2-0 AC Milan
As ambições de Champions do Milan, pela primeira vez no campeonato sem o lesionado Luka Modric, chocaram contra um Sassuolo que, tendo já garantido a manutenção com larga antecedência, jogava sem a pressão da tabela.

O início foi dominado pelos neroverdi: aos 5 minutos, Jashari perdeu um duelo crucial frente a Laurienté, que serviu de imediato Berardi: o avançado atirou para o canto inferior esquerdo, assinando o 1-0 no Mapei Stadium. Para Berardi foi o oitavo golo no campeonato, o décimo segundo da carreira frente aos rossoneri, que continuam a ser a sua vítima preferida.
O Milan acusou o golpe e ficou completamente perdido, quase sofrendo o segundo logo aos 7 minutos: em contra-ataque, Nzola venceu o duelo físico com Gabbia e rematou de pé esquerdo, mas Maignan esticou-se e evitou o golo. Os homens da casa continuaram a pressionar à procura do 2-0, aproveitando as dificuldades evidentes do Milan em lidar com a pressão adversária.
A primeira verdadeira oportunidade de golo para os rossoneri surgiu aos 18 minutos, após um erro na saída de bola do Sassuolo: Leão aproveitou, avança para a área e, já à entrada com a baliza escancarada, atirou ligeiramente ao lado. Uma ocasião enorme desperdiçada pelo português.
A situação do Milan complicou-se ainda mais aos 24 minutos: Tomori, já amarelado, cometeu uma ingenuidade flagrante ao derrubar Laurienté e viu o segundo cartão amarelo. A expulsão complicou de forma dramática os planos dos rossoneri, que ficaram em inferioridade num momento já delicado.
O Milan tentou reagir timidamente apesar da inferioridade numérica, e fê-lo graças a Pavlovic, que liderou de forma notável tanto o processo ofensivo como defensivo.
Na segunda parte, foram precisos menos de dois minutos para perceber que o rumo do jogo não tinha mudado: aos 47 minutos, após assistência de Thorsvedt, Laurienté enfrentou de imediato o recém-entrado Athekame e bateu Maignan ao primeiro poste com um remate forte de fora da área.
O Sassuolo continuou a ameaçar em contra-ataque: aos 76 minutos, Maignan saiu da baliza no momento certo e antecipou-se a Nzola, que estava prestes a empurrar para o fundo das redes após uma excelente jogada individual. O Milan só conseguiu criar perigo aos 81 minutos por Athekame: o remate, de ângulo apertado, saiu para o lado de fora da rede.
Ao apito final, o 2-0 dos neroverdi confirmou o triunfo merecido do Sassuolo, que prova mais uma vez que a manutenção antecipada não foi obra do acaso. Para o Milan foi uma derrota duríssima: os rossoneri saem do Mapei Stadium em mau estado e com a corrida pela Champions muito mais complicada, à espera do resultado da Juventus.

