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A proposta recebeu cerca de 90% dos votos favoráveis durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada de forma presencial e virtual. Ao todo, foram 4.675 votos a favor, 437 contrários e 48 abstenções. A decisão representa um passo decisivo para a transferência do controle do futebol vascaíno ao novo investidor.
A aprovação dos associados encerra as etapas internas necessárias para autorizar a negociação, que já havia recebido o aval do Conselho Deliberativo no início de outubro. Os sócios também aprovaram uma alteração no estatuto que reduz de 20% para 10% a participação mínima do clube associativo na SAF.
O acordo prevê investimentos de pelo menos 500 milhões de reais (cerca de 89 milhões de euros) no futebol ao longo de cinco anos, além de recursos para infraestrutura e compromissos relacionados às dívidas do Vasco. Após o resultado da votação, o presidente Pedrinho comemorou o avanço das negociações e classificou a data como um dia histórico para o clube.
"O Vasco SAF já tinha sido vendido, o que nós fizemos foi arranjar um problema que foi criado Para isso, a procura incansável por um investidor que, na nossa ideia, é o investidor de maior potencial no Brasil. Um investidor com CNPJ no Brasil, com capacidade financeira que todos já sabem. E um acréscimo de entender o que é o Vasco da Gama", comemorou o dirigente.
Apesar da aprovação, Marcos Lamacchia ainda não poderá assumir imediatamente o controle da SAF. A conclusão da operação depende de exigências contratuais e autorizações dos órgãos responsáveis, incluindo a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf).
A entidade investiga um possível conflito de interesses envolvendo o empresário, que é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Superadas essas etapas, o grupo de Lamacchia poderá assumir 90% da sociedade, enquanto o Vasco permanecerá com os 10% restantes.
