Tal como o Flashscore avançou em primeira mão, Paulo Fonseca foi oficializado como novo treinador do Sporting. O técnico de 53 anos regressa a Portugal, depois de assinar um contrato com o Sporting válido até junho de 2030.
O técnico já se tinha despedido esta manhã do Lyon, horas depois de o seu anterior clube ter anunciado a mudança de Paulo Fonseca para Alvalade.
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O Sporting, recorde-se, pagou cinco milhões de euros por Paulo Fonseca, tal como o Flashscore deu conta, sendo que o novo técnico dos verde e brancos vai auferir em Alvalade um salário de 3 milhões de euros líquidos por temporada.
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A declaração de apresentação de Paulo Fonseca
"Boa noite a todos. Em primeiro lugar, agradecer ao presidente e à estrutura pela confiança depositada em mim, na minha equipa técnica e no meu trabalho. Regresso a Portugal 10 anos depois. Após passar por grandes equipas, diferentes campeonatos. Como o presidente disse, tive sempre a preocupação de estar no top 5 da Europa. E isso deveu-se à minha preocupação com o meu crescimento. A verdade é que tive sempre em mente continuar nos melhores campeonatos, a defrontar os melhores treinadores, jogadores, por forma a chegar hoje aqui melhor preparado. E a verdade, confesso, é que acho que estou no momento certo de ser treinador do Sporting. É o momento em que me sinto melhor preparado para enfrentar este desafio".
"Sou profissional, mas não posso deixar de dizer que este clube sempre foi especial para mim. Sou adepto desde criança. Cresci a vibrar com o Jordão, o Manuel Fernandes, depois com o Carlos Xavier, Litos, Mário Jorge, Balakov, Douglas... E obviamente que isso pesou imenso no momento em que o presidente me endereçou o convite. Há sonhos que se tornam realidade. E o meu sonho tornou-se realidade. Estou no clube do meu coração".
"Depois, uma coisa que me atraiu e motivou bastante é a qualidade deste jovem plantel. Estou extremamente motivado para trabalhar com jovens de qualidade em quem acredito imenso. Tenho a certeza de que vamos construir coisas especiais para o Sporting todos juntos. Estou plenamente consciente que é um momento importante para o Sporting. Aquilo que posso dizer é que estou extremamente empenhado e motivado em representar este enorme clube, com uma enorme história, onde os nossos adeptos revelam uma paixão única.
Num clube diferente. Sim, o Sporting é um clube diferente. Tenho a noção de que tenho uma tarefa que é extremamente motivadora. Construir uma equipa que jogue um futebol que orgulhe todos os sportinguistas. Sou um adepto do bom futebol e aquilo que prometo é grande dedicação, muito trabalho. Para sempre que os sportinguistas observem a nossa equipa se sintam orgulhosos. E com a consciência de que fizemos sempre tudo para ganhar. Por último, deixar uma palavra de apreço e grande admiração ao mister Rui Borges e ao seu trabalho efetuado aqui no Sporting".
As respostas de Paulo Fonseca aos jornalistas
Desafio: "Como disse, estou consciente do momento do clube. A minha preocupação neste momento é conhecer a fundo os jogadores. Uma coisa é o que vemos, outra é trabalhar diariamente com eles. E grande preocupação em progredir a equipa, melhorar. Obviamente com as minhas ideias. E não estou a dizer que são melhores ou piores do que as do mister Rui Borges, são diferentes. Estou totalmente empenhado em fazer perceber aos jogadores aquilo que quero que eles executem. Acredito que isso vai levar-nos a ser uma equipa mais forte. E que possa entrar em todos os jogos com um único objetivo: vencer".
Momento certo para vir para o clube: "É difícil dizer que não quando temos a possibilidade de concretizar um sonho. E eu senti, como já disse, que este era o momento ideal. É o momento em que me sinto mais preparado para estar à altura das exigências de um clube como o Sporting. Naturalmente, as pessoas em Portugal recordam-se muito daquilo que foi o meu trajeto cá. Saí para o estrangeiro com a clara ambição de progredir e evoluir. Tive a preocupação de estar nos melhores campeonatos, embora, e confesso, tenha tido muitos convites para a Arábia, para o Brasil... Mas o meu objetivo sempre foi continuar no top'5 para me preparar para este momento. E a verdade é que, naturalmente, sei que nem toda a gente acompanha os campeonatos lá fora. Provavelmente, as pessoas não conhecem o Paulo Fonseca de hoje. Conhecem o que esteve há 10 anos em Portugal. E este é diferente, penso eu para melhor. Em função das minhas vivências, da forma como me preparei para este momento".

Plantel do Sporting: "Se não acreditasse, não estava aqui. E uma das coisas que me motivou foi a qualidade jovem deste plantel. Acho que temos um futuro brilhante pela frente. Vai exigir muita dedicação, mas acredito plenamente no plantel. Hoje já tive a oportunidade de realizar o primeiro treino. E se já estava entusiasmado, hoje fiquei muito mais. Acredito plenamente que vamos ser mais fortes. Muitos deles são jovens, há muitos que estão pela primeira vez em Portugal. E esta mudança não é fácil. Vêm de outros contextos. Mas o tempo vai demonstrar que as escolhas foram acertadas e que este plantel dá garantias para o futuro do nosso clube".
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Lote de capitães: "Sou um treinador que acredita que os líderes devem ser referências nos plantéis. Preciso de tempo para conhecer os jogadores e decidir em função desse conhecimento se há essa necessidade (de mudar) ou não".
Ano zero: "A exigência no Sporting é sempre máxima. São nove pontos. Acredito que no futebol não há impossíveis. Estou mais focado no processo, evolução da equipa, respostas às nossas ideias e propostas. O tempo para treinar não é muito. Vamos tentar, da melhor forma, preparar a equipa para ser ambiciosa já no próximo sábado".

O que mudou nos últimos anos: "Se estivermos abertos a isso, as vivências fazem-nos evoluir. O jogo mudou muito nos últimos anos. Houve transformações no jogo em si. Passei por campeonatos que me obrigaram a mudar a visão do que é o jogo e o treino. Por isso, devido às diferentes experiências, senti que mudei imenso. A nível pessoa, tenho mais dois filhos do que tinha na altura, tenho quatro e isso obriga-nos a ter mais responsabilidade. Quando começamos as carreiras, achamos que sabemos tudo. Um treinador é um processo inacabado. Temos de estar em constante atualização".
Sistema no Sporting: "Fala-se muito em sistemas, eu acredito mais em estruturas. As equipas apresentam flexibilidade. Não estou preocupado com a estrutura neste momento, muda em função do momento do jogo. Estou preocupado com outras coisas, com o ensinamento dos nossos princípios de jogo e é nisso que me vou focar. Não acho que, neste momento, possa ser uma opção, segundo as minhas ideias, dar continuidade ao último jogo, que é jogar com três centrais. Não sou um grande adepto da linha de cinco mas, em determinados momentos de jogo, posso ser".
Conversa com Rui Borges: "Houve um telefonema na altura em que começaram a sair notícias. Ontem tive o prazer de falar com ele, uma conversa aberta e honesta. São dois treinadores que entendem estes momentos. Estive bastante tempo à conversa com o Rui, uma conversa agradável e de admiração. Não falei só com o Rui, também com o Tiago, que é adjunto dele e conheço há muito tempo. Às vezes criam-se problemas em coisas normais. Posso contar uma história. Estava no Milan, a disputar um jogo com a Roma, e o treinador que me veio suceder (Sérgio Conceição) já estava contratado. No dia a seguir tive de tirar as coisas à pressa do meu cacifo porque o novo treinador queria entrar. Não recebi telefonema a seguir a isso. Não tinha de o fazer, não levei a mal. As coisas são assim. Devemos, sem hipocrisia, perceber que estes processos são assim".
