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Não será, necessariamente, o confronto mais prestigiado. A Supertaça da UEFA deverá ser disputada esta quarta-feira sem grande parte dos jogadores de ambas as equipas. Apesar de terem regressado aos treinos esta segunda-feira, estes jogadores não estão, para já, em condições de atuar ao mais alto nível.
No seio dos Villans, o desafio será duplo. Sem um dos seus melhores jogadores (Morgan Rogers, transferido para o Chelsea), sem um elemento fundamental, precisamente transferido para o PSG (Lucas Digne), e sem a sua força no meio-campo (Youri Tielemans, agora no Manchester United), a equipa tem de repensar tudo. Além disso, Ollie Watkins regressou do Mundial, tal como Emiliano Martinez. E a nova contratação de destaque do clube, Johan Manzambi, está indisponível.
Apesar de tudo, será fundamental encarar o jogo com seriedade para lançar a época da melhor maneira.
Em plena reconstrução
Como já referido acima, o Aston Villa perdeu grande parte das suas melhores peças durante o mercado de transferências. Para colmatar estas saídas, contratou Alejandro Garnacho e João Gomes. Assim, o lado esquerdo deverá continuar sólido, tanto no meio-campo como no ataque. Mas estarão as duas novas contratações já prontas para assumir esse papel?
O português marcou o único golo do encontro frente ao Bayern na semana passada (2-1), trazendo alguma esperança para esse setor. Ainda para mais, perante Achraf Hakimi e Khvicha Kvaratskhelia, terá de garantir explosividade e movimentação. Com a experiência adquirida no Chelsea e no Manchester United, Garnacho estará também preparado para dar mais dinâmica ao jogo.
A tarefa, no entanto, será complicada. O Villa não venceu nenhum dos seus três jogos de preparação frente a "grandes clubes". O FC Porto bateu-o por 2-1, a Real Sociedad goleou por 4-2 e o Bayern também venceu. Com tanto trabalho pela frente, Unai Emery dificilmente estará a 100 % para este encontro.

Contudo, a sua experiência trará certamente soluções que o ajudarão a enfrentar o seu compatriota.
Unai Emery frente a Luis Enrique
Na última vez que os dois treinadores se defrontaram, os Villans levaram a melhor sobre os seus adversários (3-2, a 15 de abril de 2025). Desde então, muita coisa mudou. O PSG sagrou-se bicampeão europeu e o plantel é agora totalmente diferente.
Já a nível tático, não se esperam grandes alterações. Para vencer o PSG, o Aston Villa deverá apostar numa abordagem ofensiva. O pressing e a subida no terreno permitirão uma alternativa mais eficaz à defesa total. Isto, não só devido à fragilidade de um meio-campo sem Tielemans e Rogers, mas também na esperança de não se deixar dominar por completo.
"Sinto que o clube está a entrar numa nova era, com a possibilidade de lutar por troféus", afirmou o treinador espanhol ao site da UEFA antes do encontro. "Vamos preparar-nos para este jogo partindo do princípio de que podemos ter as nossas oportunidades, dando o nosso melhor. Vamos também tentar ser uma equipa competitiva, uma equipa de referência, mais próxima da vitória do que da derrota, e que está de volta à luta, capaz de rivalizar com as melhores equipas para conquistar títulos".
