Siga a Supertaça no Flashscore
FC Porto preparado para primeiro jogo oficial da época? "Acho que trabalhámos da forma correta durante a pré-época, desde o primeiro dia. Obviamente que este tem sido o nosso objetivo, tínhamos uma contagem decrescente para chegar a este dia na melhor forma possível. Os jogadores voltaram das férias em excelente forma, trabalharam muito afincadamente, dia após dia. Por isso, penso que mentalmente e fisicamente estamos onde temos de estar. E, claro, agora cabe-nos transferir todo o trabalho que investimos numa grande exibição... para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para vencer este troféu."
Qual o maior desafio? Manter a identidade ou conseguir reinventar a equipa não perdendo aquilo que a caracterizou na época passada? "Acredito que, no futebol moderno, as surpresas são... surpresas por não mais do que 45 minutos. Por isso, na realidade, acho que a forma como jogámos e a forma como queremos ser foi muito clara no passado e será clara no futuro. Depois, isso não significa que não tenhamos margem de melhoria. E quando falamos de coisas a melhorar, há coisas que é preciso repetir e fazer melhor, e há algumas coisas que temos de considerar mudar — não mudar apenas por mudar, mas mudar porque as exigências vão ser diferentes. A competição interna e também, claro, a Liga dos Campeões vão obrigar-nos a fazer coisas diferentes. Por isso, agora estamos novamente num momento em que temos de ver quem somos e quem queremos ser. E, nessa parte, sabe que há princípios que para nós não são negociáveis: ser uma equipa muito intensa, uma equipa que vai colocar um certo nível de pressão contra qualquer tipo de adversário, uma equipa que, com bola, tem clareza sobre o que quer fazer. E, depois, há o estudo e a análise semanal sobre contra quem vamos jogar e como tentar encontrar a solução adequada para enfrentar todo o tipo de adversário."
Polémica da arbitragem e Torreense: "Sobre o jogo de amanhã, o que está sob o nosso controlo é preparar o jogo devidamente e fazer as coisas bem. Amanhã de manhã veremos as notícias, porque estamos a lê-las da mesma forma que vocês, e nada mais do que isso. Sobre o Torreense, acho que fizeram um percurso fantástico. Claro que o Diogo (Costa) mencionou a final, que foi uma conquista bastante impressionante, mas também todo o caminho que fizeram para lá chegar, o que fizeram nas últimas semanas para se prepararem para este jogo, para a liga e também para preparar o plantel para as competições europeias que vão jogar. Por isso, mais uma vez, muito mérito pelo que fizeram, muito respeito, como sempre, mas também muito foco em nós próprios, nas coisas que queremos fazer e na abordagem que queremos ter."

Estado do relvado: "É uma pena disputar um jogo tão importante num relvado nestas condições. Estávamos a brincar há pouco que descobrimos um novo tipo de relvado híbrido: com relva e sem relva. Mas faz parte. Infelizmente, chegamos a este jogo com muita incerteza: a situação dos árbitros, o relvado que não é o ideal... Mas tudo isto tem de ser posto de parte, porque o que temos de fazer é preparar-nos muito bem. O campo vai estar mau para nós e para eles. Por isso, foco total, sem álibis, e entrar em campo com ainda mais atenção — se é que era preciso — para ter uma grande exibição."
Baresi inspirou-o. Pode servir de exemplo para o Diogo? "Já fui muito claro sobre isso. Adorava trabalhar com o Diogo para sempre, pelo jogador, pela pessoa e pelo capitão que é, dentro e fora do relvado. Nunca escondi isso. Mas não sou o único a sentir dessa forma. O FC Porto será sempre a sua casa e todos querem tê-lo por cá. Em relação ao Baresi, deixo as minhas condolências à família, à família do AC Milan e a todo o futebol italiano. Sabemos bem o que é perder uma figura tão importante. Foi um dos jogadores que me fez crescer enquanto adepto, quando comecei a acompanhar futebol. Aquilo que fez no Milan, onde jogou toda a carreira, o percurso na seleção italiana e o legado que deixa marcaram a história do futebol. Há jogadores que ficam para sempre na memória pelas conquistas, pelos troféus e pela forma como mudaram o jogo. O Baresi foi um deles. Foi revolucionário no Milan e deixou uma marca que atravessa gerações."
Martim Fernandes e Pietuszewski convocados: "Ambos estão em muito boas condições. Claro que estão a regressar de lesão, mas treinaram ontem, treinaram hoje totalmente e ambos estão com um excelente espírito e em grande forma. Por isso, ambos estão prontos para fazer parte do jogo desde o início ou para entrar durante a partida."
Abordagem ao mercado: "A minha análise do plantel foi sempre muito lógica: perceber o que temos, o que precisamos e o que faz sentido para o futuro do clube. Movemo-nos bem nos mercados anteriores, sempre de acordo com os diferentes cenários. As entradas do Moffi, do Fofana, do Thiago e do Oskar serviram para reforçar posições em que precisávamos de soluções. No caso do Fofana chegou para tornar a equipa mais forte. A lesão do Samu e o impacto que o Fofana teve deram-nos a possibilidade de competir com grande qualidade até ao fim da época. Enquanto clube, estamos totalmente alinhados sobre aquilo que é necessário para subir o nível, manter a competitividade no campeonato e continuar a evoluir. Temos de elevar a fasquia porque, no final da época, sabemos sempre onde é preciso intervir e o que a equipa necessita. O nível da concorrência aumentou, basta olhar para o que os nossos rivais têm feito, e depois há a Liga dos Campeões, que representa um patamar de exigência ainda maior. O presidente já falou sobre as nossas prioridades e aquilo que temos de fazer no mercado é exatamente isso. Há um alinhamento total entre todos. Depois existe a outra parte, que é aquilo que efetivamente conseguimos concretizar. Estamos um pouco atrasados em alguns processos. Às vezes parece que podemos gastar 20 ou 30 milhões de euros, mas a realidade é diferente. Também não podemos esquecer a qualidade que já temos no grupo. Se a expectativa em torno da equipa é tão elevada, é porque estes jogadores conquistaram esse reconhecimento. E ninguém, dentro do clube, quer baixar o nível de ambição."
Estudo do Torreense: "A maioria dos jogos que analisámos foi da época passada, naturalmente, mas também vimos alguns particulares. Nesses encontros percebemos que mantêm a mesma estrutura e a mesma filosofia da época anterior, tanto com bola como nos momentos sem bola. A principal diferença está no número de novos jogadores. O nosso trabalho passa por fazer duas análises: uma coletiva e outra individual, e foi isso que fizemos. No início da época é sempre mais complicado ter uma ideia totalmente clara do adversário, sobretudo pela forma como os reforços se vão adaptar ao sistema e às dinâmicas da equipa. Cabe-nos encontrar as respostas certas para aquilo que o jogo nos pedir."
