CAN-2025: Confirmadas penas de prisão para 18 adeptos senegaleses

Adeptos do Senegal apoiam a sua equipa
Adeptos do Senegal apoiam a sua equipaULRIK PEDERSEN / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Os 18 adeptos senegaleses condenados a prisão em Marrocos por "hooliganismo" negaram esta segunda-feira, durante o julgamento de recurso, terem participado nos incidentes ocorridos durante a final da CAN-2025, segundo avançou um jornalista da AFP. No entanto, viram confirmadas as suas sentenças em recurso.

Recorde as incidências do Senegal-Marrocos

Os arguidos foram sentenciados a 19 de fevereiro, em primeira instância, a penas que variam entre três meses e um ano de prisão. O Ministério Público pediu o agravamento das penas até dois anos de prisão perante o tribunal de recurso de Rabate.

Os adeptos, detidos desde a final, estão a ser julgados por "hooliganismo", uma acusação que inclui atos violentos, sobretudo contra as forças de segurança; danos em infraestruturas desportivas; invasão do relvado e lançamento de objetos.

Perante o tribunal, os arguidos explicaram – a maioria em wolof, traduzido primeiro para francês e depois para árabe – que foram obrigados a descer ao relvado do estádio devido a uma avalanche de pessoas ou para fugir a "cuspidelas e lançamento de objetos", e não para protestar contra uma decisão do árbitro.

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No dia 18 de janeiro, na final da CAN em Rabate, Senegal venceu por 1-0 no final de um jogo caótico.

"Houve erros"

Após um penálti assinalado a favor de Marrocos nos descontos da segunda parte, logo depois de um golo anulado, alguns adeptos senegaleses tentaram invadir o relvado e lançaram objetos para o campo.

Durante a audiência, que ainda decorre, a advogada de defesa Naïma El Guellaf pediu que fossem exibidos os vídeos dos incidentes, nos quais se baseia a acusação, para verificar se os envolvidos podem ser identificados nas imagens.

Últimos 20 jogos de Marrocos
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O Ministério Público pediu que este requerimento fosse rejeitado, alegando flagrante delito. "Toda a gente viu essas imagens lamentáveis em direto", argumentou.

O juiz ainda não respondeu a este pedido.

"Houve erros, as pessoas envolvidas no que aconteceu estão no Senegal e não se encontram aqui", declarou à AFP Patrick Kabou, outro advogado de defesa.

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